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Protestos contra decisão de júri de Ferguson se espalham pelos EUA

País registra manifestações em 170 cidades; Ferguson volta a registrar vandalismo e cem pessoas são presas em Los Angeles

Por Da Redação 26 nov 2014, 06h18

(Atualizado às 10h37)

Milhares de manifestantes realizaram na noite de terça-feira protestos na cidade de Ferguson e em mais 170 cidades americanas por causa da decisão do grande júri do Condado de Saint Louis de não indiciar o policial branco Darren Wilson pela morte do jovem negro Michael Brown.

Segundo a rede CNN, os protestos se espalharam por 37 Estados. Entre as cidades que registraram manifestações estão Los Angeles, Dallas, Boston, Denver e Nova York. Ao contrário do que ocorreu em Ferguson na noite de segunda-feira, a maioria dos protestos não registrou incidentes.

Apenas Oakland e Los Angeles, ambas na Califórnia, registraram vandalismo e confrontos. De acordo com a CNN, manifestantes atacaram prédios comerciais e viaturas em Oakland e foram registrados saques. Já em Los Angeles cerca de cem manifestantes foram presos entre a noite de terça e a madrugada de quarta-feira, segundo a rede NBC.

Em Nova York, dezenas pessoas foram retiradas das ruas pela polícia após bloquearem o tráfego. Outras centenas de manifestantes marcharam em diferentes pontos da cidade. Washington, centenas de pessoas protestaram diante da Casa Branca aos gritos de “mãos para cima, não atire”, que virou um slogan das manifestações convocadas por diversas organizações.

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Já em Ferguson, a multidão se concentrou em frente ao distrito policial de Ferguson, que foi protegido com grades e barricadas de concreto, na Avenida de South Florissant, no centro da cidade. Após os distúrbios de segunda-feira, quando mais de 80 pessoas foram detidas.

Como medida de segurança, mais de 2.000 membros da Guarda Nacional e de agências de segurança foram enviados para Ferguson, que tem cerca de 20.000 habitantes e fica nos arredores de Saint Louis, no estado do Missouri.

Pelo menos três pessoas foram detidas. Os manifestantes se concentraram em frente ao distrito policial, gritando palavras de ordem como “não atire!” e mostrando cartazes com frases como “queremos o fim da brutalidade policial”.

“Se não há justiça, não pode haver paz”, comentou Trap Maurice, um morador de 19 anos. “Não conheci Mike Brown, mas tenho certeza que era um bom menino”, disse um morador de 25 anos que agitava uma bandeira americana e, em um tom mais conciliador, defendeu a realização de “protestos pacíficos”.

Apesar de não terem ocorrido atos de vandalismo tão graves como na segunda-feira, um grupo danificou e virou uma viatura da polícia perto da sede da prefeitura. Os policiais reagiram com gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes, alguns deles com máscaras de proteção.

Fora do centro da cidade, várias estradas foram interditadas e isoladas por veículos das forças de segurança, enquanto bares, restaurantes e lojas de conveniência fecharam suas portas.

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