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Protestos contra corrupção deixam 1 morto e 200 feridos no Iraque

Policiais usaram gás lacrimogêneo, canhões de água, balas de borracha e até mesmo armas de fogo para conter os protestos

Por Da Redação - Atualizado em 1 Oct 2019, 17h45 - Publicado em 1 Oct 2019, 17h24

Pelo menos uma pessoa morreu e outras 200 ficaram feridas nesta terça-feira, 1, durante uma série de manifestações em Bagdá contra a corrupção, o desemprego e a condição dos serviços públicos no Iraque. Este é primeiro grande movimento social enfrentado pelo atual governo em quase um ano de exercício.

A confusão começou, segundo uma fonte da polícia que pediu anonimato, depois que manifestantes jogaram pedras e garrafas vazias contra os policiais, que responderam com gás lacrimogêneo. As forças do governo também usaram canhões de água, balas de borracha e até mesmo armas de fogo para conter os protestos.

Imagens divulgadas pela imprensa local mostram centenas de homens e jovens carregando bandeiras iraquianas e andando entre colunas de fumaça, alguns deles feridos.

O Ministério do Interior e o Ministério da Saúde confirmaram a morte de um manifestante. A causa da morte não foi divulgada. Em um comunicado, os órgãos afirmaram ainda que das 200 pessoas feridas, 40 eram agentes das forças de segurança.

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Muitos dos feridos deixaram os centros médicos depois de receber os primeiros socorros e quase 50 continuam hospitalizados.

Ao todo, cerca de 1.000 pessoas tomaram as ruas em direção à praça Tahrir, atendendo um chamado feito pelas redes sociais. Os manifestantes começaram a protestar contra o governo devido ao aumento do desemprego, principalmente entre os jovens, e pelo combate à corrupção.

O plano da manifestação pacífica era de chegar na Zona Verde, complexo de construções que abriga diversos edifícios governamentais e embaixadas na capital. À medida que se deslocavam, mais e mais pessoas se juntaram à passeata.

Em nota, o Departamento do Interior pediu “calma e autocontrole” aos cidadãos. O órgão afirmou ainda que as autoridades trabalham pela proteção dos manifestantes e que se “solidariza” com a liberdade de expressão garantida pela Constituição.

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(Com AFP e EFE)

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