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Prisioneiro é encontrado morto em Guantánamo

Preso não teve a nacionalidade divulgada. A causa da morte será investigada

Por Da Redação 10 set 2012, 18h58

Um prisioneiro foi encontrado morto na base naval americana de Guantánamo, local para onde foram levados acusados de ações terroristas depois dos atentados de 11 de Setembro nos Estados Unidos. O preso morreu no sábado e seu nome e nacionalidade só serão divulgados depois de os parentes forem informados da morte, informou o Comando Sul das forças dos EUA, responsável pela base situada na região leste de Cuba. É o nono prisioneiro a morrer no campo de detenção desde sua abertura, em 2002.

“Quando realizavam verificações de rotina, guardas da Força-Tarefa Conjunta de Guantánamo encontraram o prisioneiro inconsciente e ele não respondeu a estímulos. Os guardas imediatamente realizaram os procedimentos de primeiros socorros e chamaram a equipe médica.”

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De acordo com os militares, os médicos tentaram reavivar o prisioneiro e o levaram para o hospital, onde foi declarado morto. O corpo será encaminhado para o país de origem do detento para a realização da autópsia. A causa da morte está sendo apurada pelo Serviço Naval de Investigação Criminal.

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Prisão – O campo de detenção de Guantánamo foi criado para receber prisioneiros suspeitos, que não tinham nacionalidade americana, de envolvimento com a rede Al Qaeda, Talibã ou outros grupos militantes islâmicos depois dos atentados de 11 de Setembro de 2001. Dos 779 homens levados para lá, incluindo muitos capturados em varreduras ou trocados por recompensas na época em que os Estados Unidos buscavam encontrar possíveis terroristas, 167 ainda permanecem detidos.

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O presidente Barack Obama declarou poucas horas logo depois de assumir a Presidência, em janeiro de 2009, que iria fechar a prisão no prazo de um ano. A Anistia Internacional afirmou, em relatório, classificou o governo Obama de ‘incapaz’ de fechar a prisão – objeto de disputa política entre republicanos e democratas. O receio do democrata é transferir os detentos restantes a outros países e, assim, oferecer munição aos adversários, que o acusam de não ser firme na defesa do país e de negociar com terroristas.

(Com agência Reuters)

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