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Príncipe saudita preso há 11 meses em ação anticorrupção é libertado

O príncipe foi preso por criticar uma operação de corrupção contra a elite do reino

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 3 nov 2018, 18h01 - Publicado em 3 nov 2018, 17h40

Autoridades da Arábia Saudita libertaram o primeiro príncipe de um grupo de membros da realeza e figuras-chave que devem ser soltos após as críticas internacionais provocadas pela morte do jornalista dissidente Jamal Khashoggi.

O príncipe Khalid bin Talal, sobrinho do rei Salman, foi libertado na sexta-feira depois de ficar preso por 11 meses por criticar uma operação de corrupção que envolveu a elite do reino. Seu irmão, o bilionário príncipe al-Waleed bin Talal, também estava entre as dezenas de membros da realeza, altos funcionários do governo e empresários detidos no início de novembro no Ritz Carlton, em Riad.

Suas detenções fizeram parte de uma onda de prisões que o governo saudita chamou de repressão à corrupção. Críticos, no entanto, acusam o jovem príncipe herdeiro Mohammed bin Salman de usar as detenções para mirar possíveis rivais.

  • Agora, a corte real parece estar buscando formas de reforçar o apoio interno como parte dos esforços para neutralizar sua pior crise diplomática desde os ataques de 11 de setembro, quando a maioria dos terroristas era saudita. O príncipe Mohammed e seu círculo de assessores estão sob escrutínio e intensa pressão global após a morte de Khashoggi.

    “A liderança quer mostrar que quer mudar e está tomando algumas medidas sérias”, disse um alto funcionário da família. “A libertação de Khalid é bastante simbólica porque ele foi preso por ir contra o príncipe herdeiro.”

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