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Primeiro-ministro da Austrália aparece no ‘Panama Papers’

Premiê, que vai concorrer às eleições de julho, afirmou que não cometeu qualquer crime

O nome do primeiro-ministro da Austrália, Malcolm Turnbull, apareceu no Panama Papers, conforme revelou a imprensa do país nesta quinta-feira. Turnbull, ex-banqueiro e advogado milionário, foi presidente de uma empresa sediada nas Ilhas Virgens inscrita como Star Technology Services Limited na década de 1990, por meio do escritório panamenho de advocacia Mossack Fonseca.

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O vínculo foi revelado pelo jornal econômico Australian Financial Review, poucos dias após a publicação na internet de documentos do Panama Papers, com informações sobre mais de 200.000 empresas offshore, muitas baseadas em paraísos fiscais.

O uso de empresas, fundações e do envio de dinheiro ao exterior nem sempre é ilegal, e Turnbull afirma que não cometeu qualquer crime. “A única coisa que posso dizer é que, como revela o artigo, não há qualquer indício de falta minha”, declarou ele a jornalistas em Melbourne, onde realiza campanha para as eleições de 2 de julho. “Não há nada de novo. As empresas citadas eram subsidiárias de propriedade exclusiva de uma companhia registrada de maneira pública na Austrália”.

Perguntado se a empresa pagou impostos na Austrália, Turnbull disse que “se tivesse tido lucro, o que lamentavelmente não ocorreu, é claro que teria pago impostos” em seu país.

Investigação – Os Panama Papers se baseiam em 11,5 milhões de documentos de quase quatro décadas do escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca, especializada em criar e gerir empresas em paraísos fiscais, com informação de mais de 214.000 offshores em duas centenas de países e territórios. Os dados foram vazados para o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), em parceria com 109 veículos de imprensa de 76 países.

Políticos, esportistas e celebridades – inclusive brasileiros – estão entre os nomes citados pela investigação. O vazamento desencadeou a abertura de muitas investigações em todo o mundo e levaram o primeiro-ministro islandês e um ministro espanhol a renunciar.

(Com AFP)