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Pressionado pelos EUA, México deporta 15.000 imigrantes centro-americanos

Governo mexicano cede a Washington e aumenta o controle da sua fronteira sul, com a Guatemala como meio de evitar as represálias comerciais

O México deportou 15.000 imigrantes centro-americanos no último mês diante da pressão exercida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o país contenha o fluxo de pessoas que segue para o norte. Ainda assim, Trump voltou a ameaçar o governo mexicano, nesta quarta-feira, 24, com o bloqueio total da fronteira entre os dois países.

Tonatiuh Guillen, chefe do Instituto Nacional de Migração, confirmou a informação, mas não disse para quais países os 15.000 foram devolvidos. A maior parte dos imigrantes que chega ao México vem da Guatemala, Honduras e El Salvador.

Ao lado de Guillen, a ministra do Interior, Olga Sánchez, disse que o México não é culpado pelo aumento no número de imigrantes da América Central que está entrando no país. Ela observou, porém, que o México tem obrigação de controlar sua fronteira sul, com a Guatemala, e que os imigrantes  precisam respeitar as leis mexicanas e se registrar nos órgãos oficiais.

Imigrante centro-americana é conduzida por policial em Mapastepec, no México – 19/04/2019

Imigrante centro-americana é conduzida por policial em Mapastepec, no México – 19/04/2019 (Daniel Ricardez/Reuters)

Trump tem sido duro com o crescimento do número de cidadãos da América Central presos ao tentar ingressar nos Estados Unidos. No ano passado, adotou uma política de tolerância zero com os indocumentados e chegou a separar crianças de seus familiares adultos presos. Com o fluxo de caravanas em direção à fronteira americana com o México, desde dezembro do ano passado, insistiu na construção de um muro em toda a extensão da divisa e no envio de 6.000 militares para essa região.

O presidente americano considera como prioridade o aumento da segurança na faixa fronteiriça como meio de deter os tráficos humano, de drogas e de armas e a violência incutida nessas atividades criminosas.

(Com Reuters)