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Presidente Biden vai desclassificar documentos ligados a 11 de setembro

Ainda não se sabe quais documentos serão divulgados, mas famílias das vítimas elogiaram a medida

Por Da Redação 3 set 2021, 20h06

O presidente americano, Joe Biden, autorizou o Departamento de Justiça e outras agências federais a supervisionar a revisão e desclassificação de documentos relacionados à investigação do FBI sobre os ataques de 11 de setembro de 2001. Essa foi uma das promessas de campanha do presidente. Segundo ele, se comprometia a “errar no lado da divulgação nos casos em que, até aqui, os eventos em questão ocorreram há duas décadas ou mais”.

“Quando me candidatei à presidência, assumi o compromisso de garantir a transparência em relação à divulgação de documentos nos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 na América”, disse Biden em comunicado. 

O governante instruiu, nesta sexta-feira,3, o procurador-geral Merrick B. Garland a divulgar publicamente os documentos desclassificados nos próximos seis meses. Ainda não se sabe exatamente quais documentos serão divulgados quando a revisão for concluída.

As famílias das vítimas do atentado –que completará vinte anos na semana que vem– sempre pressionaram o governo para saber mais sobre o possível envolvimento do governo saudita no financiamento do crime. A medida foi elogiada por eles. 

Em 2004, quando o relatório final da Comissão do 11 de setembro foi divulgado, “nenhuma evidência de que o governo saudita, como instituição, ou altos funcionários sauditas tenham financiado individualmente” a Al Qaeda foi encontrada. No entanto, a constatação gerou dúvidas sobre a existência de evidências do envolvimento de outras autoridades de escalão inferior.

Em 2019, o então procurador-geral do presidente Donald J. Trump, declarou que os documentos relacionados aos ataques deveriam permanecer sigilosos para proteger a segurança nacional.

“Nunca devemos esquecer a dor duradoura das famílias e entes queridos das 2.977 pessoas inocentes que foram mortas durante o pior ataque terrorista à América em nossa história”, emitiu Biden.

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