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Por que STF está envolvido em ‘vasto escândalo’, segundo The Economist

Toffoli e Moraes estariam 'em apuros', segundo artigo da revista britânica

Por Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 fev 2026, 10h43 • Atualizado em 25 fev 2026, 12h15
  • Em texto publicado nesta quarta-feira, 25, a revista britânica The Economist afirmou que o Supremo Tribunal Federal brasileiro está envolvido em um “vasto escândalo”, citando investigações ligadas ao Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025 por suspeitas de fraude, e o envolvimento do banqueiro Daniel Vorcaro com ministros.

    Ao longo do artigo, a revista cita, entre controvérsias, ações do ministro Dias Toffoli enquanto relator do caso, destacando que ele teria “viajado em um jato privado com um advogado do Banco Master”, “reduzido o tempo dado às testemunhas do caso para depor à Polícia Federal” e “barrado a maioria dos especialistas forenses da polícia de ter acesso ao material apreendido”.

    + André Mendonça convoca PF para nova reunião sobre caso Master

    Relator original do caso, Toffoli admitiu ser sócio de um resort que recebeu valores milionários de um fundo ligado ao Master, bateu de frente com investigadores ao ditar ordens para a PF e comprou briga com o tribunal inteiro depois que ministros passaram a suspeitar que ele gravou clandestinamente uma reunião que discutia a crise de confiança que assola o Supremo, como mostra reportagem de VEJA.  O caso agora está sob relatoria do ministro André Mendonça. 

    “Mesmo defendendo a democracia, o tribunal tem se mostrado mais intransigente, por vezes interpretando críticas a seus membros como um ataque à própria democracia”, afirma a revista, em referência ao papel da corte no julgamento que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe.

    O ministro Alexandre de Moraes também estaria “em apuros”, segundo a publicação.

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    “Quando surgiram provas de que a esposa de Moraes, que é advogada, havia recebido um contrato incomumente vago e lucrativo para representar o Banco Master, Moraes abriu uma investigação contra funcionários da Receita Federal por vazamento de informações confidenciais”, diz o texto. O contrato previa pagamentos mensais de cerca de R$ 3,6 milhões por 36 meses.

    Ao fim do texto, a Economist diz que ambos, Moraes e Toffoli, “afirmam nunca terem julgado um caso com conflito de interesses e que a adoção de um código de ética é desnecessária. Independentemente de suas crenças, seus inimigos no Congresso estão de olho”.

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