Por que STF está envolvido em ‘vasto escândalo’, segundo The Economist
Toffoli e Moraes estariam 'em apuros', segundo artigo da revista britânica
Em texto publicado nesta quarta-feira, 25, a revista britânica The Economist afirmou que o Supremo Tribunal Federal brasileiro está envolvido em um “vasto escândalo”, citando investigações ligadas ao Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025 por suspeitas de fraude, e o envolvimento do banqueiro Daniel Vorcaro com ministros.
Ao longo do artigo, a revista cita, entre controvérsias, ações do ministro Dias Toffoli enquanto relator do caso, destacando que ele teria “viajado em um jato privado com um advogado do Banco Master”, “reduzido o tempo dado às testemunhas do caso para depor à Polícia Federal” e “barrado a maioria dos especialistas forenses da polícia de ter acesso ao material apreendido”.
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Relator original do caso, Toffoli admitiu ser sócio de um resort que recebeu valores milionários de um fundo ligado ao Master, bateu de frente com investigadores ao ditar ordens para a PF e comprou briga com o tribunal inteiro depois que ministros passaram a suspeitar que ele gravou clandestinamente uma reunião que discutia a crise de confiança que assola o Supremo, como mostra reportagem de VEJA. O caso agora está sob relatoria do ministro André Mendonça.
“Mesmo defendendo a democracia, o tribunal tem se mostrado mais intransigente, por vezes interpretando críticas a seus membros como um ataque à própria democracia”, afirma a revista, em referência ao papel da corte no julgamento que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe.
O ministro Alexandre de Moraes também estaria “em apuros”, segundo a publicação.
“Quando surgiram provas de que a esposa de Moraes, que é advogada, havia recebido um contrato incomumente vago e lucrativo para representar o Banco Master, Moraes abriu uma investigação contra funcionários da Receita Federal por vazamento de informações confidenciais”, diz o texto. O contrato previa pagamentos mensais de cerca de R$ 3,6 milhões por 36 meses.
Ao fim do texto, a Economist diz que ambos, Moraes e Toffoli, “afirmam nunca terem julgado um caso com conflito de interesses e que a adoção de um código de ética é desnecessária. Independentemente de suas crenças, seus inimigos no Congresso estão de olho”.





