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Pompeo: ação dos EUA contra general do Irã foi resposta a ataque iminente

Secretário de Estado americano afirmou que país pretende reduzir as tensões com os iranianos, mas estão preparados para retaliações

Por Reuters Atualizado em 30 jul 2020, 19h32 - Publicado em 3 jan 2020, 11h29

O ataque com drones dos Estados Unidos em Bagdá, capital do Iraque, que matou um dos principais comandantes iranianos teve o objetivo de interromper um “ataque iminente” que colocaria em risco norte-americanos no Oriente Médio, disse o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, nesta sexta-feira, 3.

Em entrevistas para Fox News e CNN, Pompeo se recusou a discutir detalhes da suposta ameaça, mas disse que foi “uma avaliação baseada em informações de inteligência” que levou à decisão de atacar Qasem Soleimani, comandante da Força Quds, um braço de elite da Guarda Revolucionária Iraniana.

“Ele estava planejando ativamente na região para tomar ações –uma grande ação como a descreveu– que colocaria em risco dezenas ou centenas de vidas americanas. Sabemos que era iminente”, disse Pompeo à CNN. “Essas ameaças eram localizadas na região”, acrescentou Pompeo. “Ontem à noite foi o momento que precisávamos atacar para garantir que esse ataque iminente… fosse interrompido”, afirmou.

O Irã ameaçou retaliar após o ataque aéreo dos EUA contra a segunda figura mais poderosa do país, uma ação que marcou uma dramática escalada no conflito Irã-EUA no Oriente Médio.

Pompeo disse que os Estados Unidos continuam comprometidos com a redução das tensões com o Irã, mas que se defenderão em caso de ataques. Ele acrescentou que os EUA fortaleceram suas posições na região e estão preparados para qualquer possível retaliação, incluindo um ataque cibernético. O secretário acrescentou que pode apenas confirmar que Soleimani foi morto no ataque.

 

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