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Políticos e militares chegam a acordo sobre governo de transição e eleições

Negociação foi promovida pelos presidentes de Gana, Senegal e Nigéria. Civil deve conduzir governo de transição e eleições foram marcadas para 2015

Por Da Redação - 6 nov 2014, 06h47

As lideranças dos partidos políticos de Burkina Faso chegaram a um acordo, durante a madrugada desta quinta-feira, para a formação de um governo de transição e para a realização de eleições gerais em novembro de 2015, segundo um comunicado emitido ao final da reunião. No entanto, o encontro, que aconteceu na capital Uagadugu, terminou sem que alguém fosse nomeado para liderar o Executivo, que não deverá permanecer no poder por mais de um ano, segundo o pacto.

A negociação foi promovida pelos presidentes de Gana, John Dramani Mahama, Senegal, Macky Sall, e Nigéria, Goodluck Jonathan, que estão no país como mediadores da Comunidade Econômica dos Estados de África Ocidental (Cedeao). O pacto também estabelece o “cancelamento imediato da suspensão” da Constituição e a nomeação de uma personalidade civil para liderar a transição. Em relação à designação de um novo presidente, Mahama garantiu que a delegação da Cedeao não veio até Burkina Faso para impor o nome do próximo líder. “É o povo de Burkina Faso que vai escolher essa pessoa”, acrescentou o presidente ganês.

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O líder da oposição política, Ceferino Diabré, disse que estava satisfeito com o método utilizado pelos chefes de Estado da Cedeao, e a compreensão que mostraram em relação à situação no país. Horas antes, os presidentes de Gana, Nigéria e Senegal tiveram uma rodada de negociações com o chefe de Estado interino de Burkina Faso, o tenente-coronel Isaac Zida, para estabelecer os fundamentos de um governo civil de transição.

Agora, a delegação da Cedeao viajará para Gana para participar amanhã de uma cúpula extraordinária na qual os chefes de Estado tratarão a crise em Burkina Faso. Além disso, Mahama confirmou que as delegações da ONU, da União Africana e da Cedeao voltarão a Burkina Faso, depois da cúpula, para trabalhar “até alcançarmos os passos estabelecidos no acordo”. Os dirigentes sociais e políticos chegaram a um acordo depois que o ditador Blaise Compaore renunciou na semana passada, que ficou por 27 anos no poder, após enormes e violentos protestos populares.

(Com agências EFE e France-Presse)

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