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Polícia turca detém jovens britânicos que iam se juntar ao Estado Islâmico

Autoridades britânicas passaram informações para as autoridades turcas localizarem os adolescentes. Acredita-se que cerca de 700 britânicos estão lutando com os jihadistas

Por Da Redação 15 mar 2015, 16h23

Três jovens britânicos que planejavam se juntar ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI) na Síria foram detidos em Istambul e deportados de volta da Turquia para Londres, disseram autoridades turcas e britânicas neste domingo. Os três adolescentes, com idades entre 17 e 19 anos, foram presos na sexta-feira, afirmaram fontes turcas à agência Reuters, depois de informações passadas pelas autoridades britânicas de que dois deles estavam viajando para a Turquia via Espanha.

A prisão aconteceu depois de três estudantes britânicas terem entrado na Turquia no mês passado e, acredita-se, se juntado ao Estado Islâmico na Síria. A polícia em Londres disse que eles foram informados que dois garotos de 17 anos estavam desaparecidos e que poderiam estar viajando para a Síria. Investigações revelaram que eles viajavam com outro garoto de 19 anos.

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“Autoridades alertaram a Turquia, que puderam interceptar os três garotos, evitando o deslocamento para a Síria. Eles estão detidos na Turquia. As famílias estão sendo informadas sobre os desdobramentos”, disse um comunicado policial. Serviços de segurança estimam que 700 cidadãos britânicos entraram na Síria e no Iraque para se juntar a grupos extremistas.

Reféns – O grupo EI tem em seu poder 23 reféns de onze nacionalidades diferentes mantidos em uma prisão concebida na Síria como uma réplica da prisão americana de Guantánamo, relatou neste domingo um refém espanhol libertado e entrevistado pelo jornal El Mundo. O jornalista Javier Espinosa, libertado em 29 de março de 2014, contou pela primeira vez em detalhes a execução de um refém russo, Serguei Gorbunov, desaparecido em 2013.

O jornalista espanhol afirma ter ficado preso durante vários meses em uma casa ao norte de Aleppo, com outros 22 europeus, americanos e uma latino-americana, cujas identidades ele não fornece. Segundo ele, o EI reuniu os reféns, voluntários humanitários ou jornalistas, em uma única cela. O espanhol explica que se manteve em silêncio desde sua libertação – assim como seu companheiro fotógrafo Ricardo García Vilanova e um jornalista do El Periódico de Catalunha, porque seus captores ameaçaram executar outros reféns se falassem “antes que tudo tivesse acabado”.

Dos 23 reféns, diz Espinosa, quinze foram libertados, seis executados e uma, a americana Kayla Mueller, morreu em fevereiro, em um bombardeio da aviação americana, segundo o EI. O destino do fotojornalista britânico John Cantlie, retido com eles, é incerto. Um vídeo recentemente difundido pelo EI o mostra com vida. Espinosa relata simulações de execução feitas por três guardas encapuzados, apelidados de ‘The Beatles’ devido ao forte sotaque britânico deles.

(Da redação)

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