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Polícia teme “terroristas solitários” na posse de Obama

Ataques de pessoas que se misturam na multidão sem despertar suspeitas são principal preocupação do forte esquema de segurança para a cerimônia

Por Da Redação 19 jan 2013, 17h18

Severas medidas de segurança serão impostas aos milhares de americanos que forem na segunda-feira ao National Mall de Washington para a posse do presidente Barack Obama, em meio ao temor das forças de segurança sobre os “ataques solitários”, por pessoas que podem aparecer entre a multidão sem despertar suspeitas.

Segundo as estimativas, haverá menos pessoas que em 2009, quando 1,8 milhão de espectadores aplaudiram Obama. Espera-se que entre 500.000 e 800.000 pessoas se dirijam à imensa esplanada que se estende diante do Congresso.

Milhares de policiais – o número exato não foi divulgado – controlarão todas os cantos das ruas e o céu da capital federal, assim como o Rio Potomac, que atravessa a cidade. Também haverá equipes de agentes com cavalos e cachorros que percorrerão Washington em busca de explosivos.

Mais de 13.000 soldados participarão do desfile, do cordão de segurança, da escolta ao presidente Obama e do controle do Capitólio, a sede do Congresso, onde o presidente fará o juramento de seu segundo mandato. Haverá câmeras por todas as partes, ruas menores ao redor do Mall estarão fechadas e os espectadores deverão passar por detectores. Também haverá franco-atiradores posicionados nos tetos dos principais edifícios da área, preparados para agir se necessário.

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Ameaças – “A maior ameaça, aquela que te mantém atento, é a do lobo solitário que sai da tela de nosso radar”, explicou Michael Clancy, diretor adjunto do FBI encarregado de antiterrorismo. “O sociopata, os Timothy McVeigh do mundo”, disse em referência ao autor do atentado que aconteceu em Oklahoma City em 1995, que deixou um saldo de 168 mortos e 680 feridos.

“Qualquer lobo solitário é uma ameaça imensa”, acrescentou Stephen Somers, diretor de uma das empresas privadas que participam do esquema de segurança. “É muito difícil prender terroristas solitários, todo o mundo deve estar no máximo de sua capacidade nesse dia”, acrescentou.

Em algum lugar nas proximidades de Washington, que não será revelado, um centro de operações seguirá “em tempo real” a situação em terra. O FBI, a Polícia de Washington, a do Capitólio e a dos parques nacionais, a Guarda Nacional, a Armada, cada uma das 42 agências que participam do esquema, supervisionadas pelo Serviço Secreto, terão um representante nesta fortaleza, ponto de convergência de 94 delegacias da cidade.

(Com AFP)

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