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Polícia prende ‘Nem’, traficante mais procurado do Rio de Janeiro

Por Da Redação 10 nov 2011, 13h43

(Atualiza com entrada do traficante na prisão e outros detalhes).

Rio de Janeiro, 10 nov (EFE).- Antônio Bonfim Lopes, conhecido como ‘Nem’, chefe do tráfico da Rocinha, uma das maiores favelas do Rio de Janeiro, foi levado para a prisão nesta quinta-feira depois de ter sido detido nesta madrugada pela Polícia Militar, que nos próximos dias espera ocupar a enorme comunidade.

O traficante foi levado ao Complexo Penitenciário de Gericinó, no complexo de Bangu, em um carro blindado e em meio a um rigoroso aparato policial que incluiu o fechamento do trânsito de ruas e avenidas para intensificar as medidas de segurança.

‘Foi uma vitória para todos’, declarou a jornalistas o coronel Erir Ribeiro Costa Filho, comandante da PM, ao comentar a detenção de Nem.

Segundo declarou nesta quinta-feira o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, a ocupação da Rocinha ocorrerá até o próximo domingo.

Nem, que era o traficante mais procurado do Rio de Janeiro, foi capturado na Lagoa, próximo à Rocinha, quando tentava escapar ajudado por três homens, um dos quais tentou se passar por cônsul honorário do Congo, que também foram presos. O traficante estava escondido no porta-malas do automóvel e, segundo o coronel Ribeiro Costa Filho, não ofereceu resistência à prisão.

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O oficial explicou que os detidos tentaram subornar os policiais com ofertas de dinheiro que chegaram a R$ 1 milhão.

O chefe do tráfico da Rocinha chegou à sede da Polícia Federal aparentemente tranquilo e consciente de sua situação. Depois, ligou para sua mãe para comunicar que havia sido preso e pediu que seus filhos não deixassem de ir ao colégio, informou em entrevista coletiva o delegado Victor Poubel.

Há quase uma semana, as autoridades armaram um cerco em torno da Rocinha, a populosa favela com cerca de 70 mil habitantes que está encravada em morros que se situam entre os bairros de classe alta do Leblon, Gávea e São Conrado.

Para isso foram mobilizados centenas de policiais de diversos corpos, aos quais nos próximos dias devem se unir tropas das Forças Armadas, que fornecerão também veículos blindados para ocupar a comunidade.

Antes da captura de Nem, que ocorreu durante a madrugada, tinham sido detidos cinco supostos traficantes que fugiam da favela, assim como três policiais e dois ex-policiais que aparentemente trabalhavam como seguranças para os delinquentes.

Na operação, também foram confiscados três fuzis, 11 pistolas, várias granadas, dinheiro e munição. EFE

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