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Pilotos se recusam a voar e Germanwings é obrigada a cancelar trinta voos

Empresa afirmou que razões 'estritamente pessoais' levaram tripulação a não querer voar depois da queda de um Airbus A320 no sul da França, que deixou 150 mortos

A companhia aérea Germanwings teve de cancelar trinta decolagens nesta terça-feira na Alemanha porque a tripulação se negou a voar. Segundo o jornal espanhol El País, a empresa deu liberdade aos pilotos para assumir ou não as aeronaves e uma parte considerável preferiu não fazê-lo. Como resultado, trinta dos 450 voos previstos para esta terça na Alemanha não foram realizados, sendo sete que deveriam partir de Dusseldorf e três, de Stuttgart.

Um porta-voz da Lufthansa, que controla a Germanwings, afirmou que as razões dos pilotos para não querer voar eram “estritamente pessoais”. Ele não quis comentar se a negativa tinha relação com suspeitas ligadas a problemas técnicos verificados no Airbus A320 na noite anterior à queda. Na manhã desta quinta-feira, a aeronave caiu nos Alpes franceses depois de decolar de Barcelona, na Espanha, com destino a Dusseldorf, na Alemanha. As 150 pessoas a bordo morreram.

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O presidente da Lufthansa, Carsten Spohr, também negou qualquer relação entre os reparos feitos na aeronave e a queda nesta terça, informou a agência EFE. Ontem, as portas dianteiras do trem de pouso do avião fizeram ruído porque não tinham sido fechadas hermeticamente, mas a questão foi solucionada em um reparo de rotina sem relevância para a segurança. Spohr disse compreender que alguns auxiliares de voo não estarem dispostos a voar amanhã.

Uma passageira que foi afetada pelos cancelamentos afirmou ao El País que “quando ficou sabendo do acidente, teve medo”. “Mas depois pensei que não podia ficar em casa”, disse Sara Berreales, espanhola que está visitando a Alemanha.

Recentemente os pilotos da Lufthansa e da Germanwings fizeram greve devido a conflitos trabalhistas.

(Da redação)