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Pence afirma compromisso de Trump com a Otan

Em discurso na Alemanha, Pence pediu também que aliados façam mais pela segurança coletiva

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, reiterou neste sábado o compromisso sólido de Donald Trump com a Otan e Europa, mas advertiu que seus aliados devem também cumprir com a palavra e que “chegou o momento de fazer mais”.

Em discurso na Conferência de Segurança de Munique (MSC), Pence destacou que o destino dos países de ambos os lados do Atlântico Norte estão entrelaçados, unidos pelos “ideais nobres como a liberdade, a democracia, o justiça e o estado de direito”.

“Hoje, em nome do presidente Trump, trago esta segurança: os Estados Unidos apoiam a Otan e será inquebrantável nosso compromisso com esta aliança transatlântica”, afirmou Pence perante o auditório, no qual estava o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, e a chanceler alemã, Angela Merkel.

A segunda mensagem de Trump também foi clara: espera que os aliados cumpram com seus compromissos e aumentem os investimentos em defesa para chegar a 2% do PIB, meta só alcançada agora pelos Estados Unidos e outros quatro países da Otan.

Pence destacou que os americanos vão aumentar “de forma significativa” sua despesa militar, mas insistiu que a defesa coletiva exige também que os europeus respeitem seus compromissos, “descumpridos por muitos e por tempo demais”.

Neste contexto citou de novo Trump para assegurar que a paz não pode se dar por feita e só é garantida com a força.

Diante das dúvidas e incerteza, Pence insistiu que os Estados Unidos seguirão ao lado da Europa, como sempre fez durante gerações em defesa dos princípios da democracia, soberania e integridade territorial.

“Tenham certeza, os EUA são hoje e serão sempre vosso maior aliado”, manifestou o vice-presidente, que lembrou o desdobramento de tropas no flanco oriental da Otan perante a ameaça russa.

Diante do presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, afirmou que serão exigidas responsabilidades a Moscou e o cumprimento dos acordos de Minsk, começando pelo fim da violência no leste do país

“Os EUA continuarão pedindo responsabilidades à Rússia, embora Trump, como sabem, acredita que podem ser encontradas novas bases” para uma relação, manifestou.

 

(Com EFE)