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Olho do furacão Dorian atinge terra firme nos EUA

Tempestade seguirá pela costa leste americana até atingir a costa do Canadá no sábado, 7

Por Da Redação - Atualizado em 6 set 2019, 15h23 - Publicado em 6 set 2019, 14h00

Pela primeira vez desde que saiu das Bahamas, onde deixou um rastro de destruição e 30 mortos, o olho do furacão Dorian tocou, nesta sexta-feira, 6, o solo dos Estados Unidos em Cabo Hatteras, na Carolina do Norte. Porém, o encontro entre tempestade e terra ocorreu com menos intensidade, já que o furacão voltou a enfraquecer e agora é classificado como de categoria 1, com ventos de até 150 km/h.

Em boletim especial divulgado nesta manhã, o Centro Nacional de Furacões (NHC) divulgou que Dorian tocou o solo no nordeste do cabo, enquanto se deslocava a 22 km/h.

O Departamento de Transportes da Carolina do Norte disse que as ruas de Hatteras estavam complemente inundadas. A Carolina do Norte continuará sofrendo os efeitos do furacão durante as próximas horas. Na Virgínia, estado vizinho ao norte, as condições são de tempestade tropical, segundo a agência.

Em um boletim anterior, o NHC informou que o centro de Dorian passaria perto ou sobre a Carolina do Norte em direção noroeste e à noite chegaria ao sul da região da Nova Inglaterra, na costa leste do país.

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Atualmente, os ventos com força de furacão de Dorian podem ser sentidos a 75 quilômetros de distância, enquanto os ventos com força de tempestade tropical chegam a 350 quilômetros. A passagem de Dorian pode causar chuvas, aumento do nível de mar, inundações, ressaca, ventanias e alguns tornados.

A expectativa é que a tempestade chegue à província canadense de Nova Escócia na tarde ou na noite de sábado, possivelmente ainda como furacão.

O NHC espera que Dorian se transforme em um ciclone pós-tropical durante os próximos dias, próximo da costa do Canadá, com ventos fortes que ainda poderão ser classificados como os de um furacão. A previsão anterior era a de que ele se manteria como de Categoria 3 (ventos de até 208km/h) até começar a se dissipar no Atlântico Norte.

(Com EFE)

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