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Partido Kadima abandona coalizão do governo israelense

Por Da Redação - 17 jul 2012, 15h39

erusalém, 17 jul (EFE).- A facção parlamentar do Kadima, partido com o maior número de deputados do Parlamento israelense, concordou, em reunião nesta terça-feira, em desfazer a aliança com a coalizão governamental, à qual se uniu há pouco mais de dois meses.

Apenas quatro dos 28 integrantes do partido não se mostraram a favor de abandonar a macro-coalizão, liderada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, informou o site do jornal ‘Yedioth Ahronoth’.

A votação aconteceu depois que o presidente do Kadima e atual vice-primeiro-ministro, Shaul Mofaz, solicitou uma reunião de emergência com o grupo. ‘Lamento muito (…), mas não tem outra solução a não ser sair do governo’, disse.

A câmara do país conta com 120 lugares, e a aliança entre os dois partidos foi formada justamente para contar com mais cadeiras no Parlamento, formando uma macro-coalizão ocupante de 94 lugares. Porém, nas últimas semanas, a aliança sofreu um deterioração por conta do debate de prestação de serviço militar obrigatório por parte dos judeus ultra ortodoxos.

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A Corte Suprema declarou recentemente inconstitucional a norma que eximia os ultra ortodoxos de prestar o serviço, o que obrigou o Governo a buscar alternativas.

Netanyahu, atado por sua proximidade com os partidos religiosos, propunha uma lei ‘light’ que permitisse aos ultraortodoxos não se incorporar ao exército até os 23 anos, enquanto o Kadima exigia que servissem, como os demais, aos 18 anos.

‘Não foi fácil entrar (na coalizão liderada pelo primeiro- ministro israelense, Benjamin Netanyahu), paguei um preço político pessoal, mas este assunto é fundamental e não há outra opção do que abandonar a coalizão. Qualquer concessão danificaria a imagem do Kadima’, disse.

Os dois principais partidos tentaram negociar, mas o Kadima anunciou nesta terça-feira, em comunicado, que as conversas fracassaram e não levaram a um acordo sobre o que denomina ‘uma distribuição igualitária da carga’ do Estado.

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A saída do Kadima do Executivo poderia precipitar as eleições gerais em Israel. Netanyahu tinha chamado em maio a eleições antecipadas e enviado ao Parlamento a lei que convocava o pleito para o próximo 4 de setembro, mas a iniciativa se freou na Câmara após o anúncio surpresa do pacto com Kadima. EFE

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