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Partido governista do Haiti retira candidatura de Célestin

Segundo turno deve ser disputado por Manigat e Martelly a partir de fevereiro

Por Da Redação - 26 jan 2011, 21h00

Sob pressão internacional, o partido governista do Haiti, o Inite, anunciou nesta quarta-feira a retirada da candidatura de Jude Célestin à presidência. O candidato participaria do segundo turno das eleições presidenciais haitianas, que deveria ter acontecido no começo de janeiro, mas foi adiado. Com a saída de cena de Célestin, é provável que o segundo turno seja uma disputa entre a ex-primeira-dama Mirlande Manigat e o popular músico local Michel Martelly, que ficaram respectivamente em segundo e terceiro lugares no primeiro turno.

A escolha da liderança do Haiti está suspensa desde que os resultados das eleições presidenciais e legislativas de 28 de novembro do ano passado foram contestados por manifestantes e órgãos internacionais. De acordo com o general brasileiro Luiz Guilherme Paul Cruz, comandante das forças de paz da entidade no país (Minustah), o segundo turno, que estava previsto para o dia 16 de janeiro, só deve ser realizado a partir do final de fevereiro. A data depende da publicação um relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA), que analisa os resultados do primeiro turno.

Na semana passada, o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, chegou ao Haiti com o objetivo de discutir com as autoridades locais o relatório elaborado pelo organismo. A oposição haitiana acusava o governo de cumplicidade com a chegada do ex-ditador Jean-Claude Duvalier, conhecido pelo apelido de “Baby Doc”, o que pode complicar ainda mais a situação política do país. No relatório, a OEA recomendava que as autoridades eleitorais haitianas apoiassem um segundo turno disputado entre Manigat e Martelly.

Eleições – Os haitianos foram às urnas em 28 de novembro escolher o presidente, 11 senadores e 99 deputados em meio a uma epidemia de cólera, que já matou 1.650 pessoas, menos de um ano após um violento terremoto deixar mais de 220.000 mortos no país. No último dia 12, completou-se um ano dos tremores, que atingiram 15% da população e destruíram 105.000 casas.

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