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Partido de Franco define candidato à presidência no Paraguai

Eleições em abril de 2013 serão determinantes para papel do país no Mercosul

Por Da Redação - 17 dez 2012, 18h45

O Partido Liberal (PLRA), do presidente Federico Franco, escolheu o senador e ex-ministro de Obras Públicas e Comunicações Efrain Alegre como candidato às eleições presidenciais do ano que vem no Paraguai. As primárias foram realizadas neste domingo e Alegre era tido como nome de consenso na legenda.

As eleições marcadas para abril serão determinantes sobre o papel do Paraguai no Mercosul. O país foi suspenso do bloco em junho deste ano, depois que Franco assumiu o comando do país no lugar de Fernando Lugo, que sofreu um impeachment.

Os países do bloco entenderam que o impeachment correspondeu a uma ‘ruptura’ da ordem democrática no país. No entanto, o processo, apesar de rápido (durou apenas dois dias), respeitou a Constituição do país. A União de Nações Sul-americanas (Unasul) também suspendeu o Paraguai.

A saída do Paraguai abriu caminho para a entrada da Venezuela no Mercosul, já que apenas o Congresso paraguaio barrava o processo. Mesmo com o argumento usado para retirar o Paraguai do bloco, a admissão da Venezuela ocorreu sem que fossem contestados os traços semiditatoriais do governo de Hugo Chávez.

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Unasul e Mercosul querem enviar observadores para acompanhar o processo eleitoral, mas Franco não parece disposto a permitir esse acompanhamento. O presidente qualifica as suspensões como uma “cruzada de perseguição” que procura “coagir” o país e “restringir o pleno exercício de seus direitos soberanos”.

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Decisão – Nesta segunda-feira, o ministro de Relações Exteriores do Paraguai, José Félix Fernández Estigarribia afirmou que caberá ao governo que for eleito em abril definir sobre a permanência ou não do Paraguai no Mercosul. A informação foi divulgada pelo jornal paraguaio La Nacion.

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“É uma decisão muito inteligente do atual governo, pois atualmente há um debate a respeito do assunto na sociedade paraguaia”, disse o chanceler, explicando que alguns dizem que é preciso sair do Mercosul, que já não é viável permanecer nas condições atuais. Outros acreditam que o bloco ainda é importante para o país.

No entanto, ressaltou que há um “consenso de que as medidas tomadas contra o Paraguai desde junho não contribuíram para melhorar o desenvolvimento do Mercosul”, informou o jornal.

Bolívia – Depois que o governo boliviano iniciou o processo para admissão como membro pleno do Mercosul, no último dia 7, o Paraguai protestou, argumentando que a decisão sobre a entrada de novos membros “deve ser alvo de decisão unânime dos estados partes”.

“Caso contrário, qualquer instrumento jurídico que seja assinado para a adesão de novos países ao Mercosul é ilegal e, portanto, nulo”, destacou um comunicado do Ministério das Relações Exteriores paraguaio.

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