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Palestinos lançam campanha para reconhecimento na ONU

ANP conclama comunidade internacional a se esforçar por suas reivindicações

Por Da Redação 8 set 2011, 09h38

A Autoridade Nacional Palestina (ANP) iniciou oficialmente nesta quinta-feira sua campanha para obter reconhecimento na ONU como estado membro de pleno direito, pedido que apresentará na Assembleia Geral da organização este mês. Em carta entregue no escritório do secretário-geral da ONU em Ramala, a ANP anunciou o início da campanha e conclamou os líderes da comunidade internacional a fazerem esforços “para que o povo palestino alcance suas justas reivindicações”.

Entenda o caso

  1. • Diante do fracasso do acordo de paz com Israel, a Autoridade Nacional Palestina decidiu propor à Assembleia Geral da ONU votação a favor da criação de um estado palestino nas fronteiras antes de 1967, tendo Jerusalém Oriental como capital.
  2. • No pleito, marcado para 20 de setembro, os 193 países-membros podem votar e, se aprovada a criação do 194ª estado, a decisão seguirá para o Conselho de Segurança, onde EUA, China, Rússia, França e Grã-Bretanha tem poder de veto – e tudo indica que os americanos o usarão.
  3. • As negociações de paz entre israelenses e palestinos chegaram a ensaiar um retorno, por intermédio dos Estados Unidos, que defendem que só é possível criar um estado palestino realmente significativo a partir da retomada do diálogo – empacado diante da recusa israelense de parar assentamentos judeus em territórios palestinos ocupados.


O documento menciona que, entre as medidas previstas para obter o respaldo internacional, estão uma série de atos pacíficos marcados para antes de 21 de setembro, quando será inaugurado o período de sessões da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. O presidente da ANP, Mahmoud Abbas, deve comparecer ao plenário da organização no dia 23, mas não foi informada a data da votação para o reconhecimento do estado palestino, que deve acontecer somente após sua declaração.

Nesta quarta-feira, o enviado especial dos Estados Unidos para o processo de paz no Oriente Médio, David Hale, fracassou em sua tentativa de fazer com que os palestinos desistissem de solicitar o reconhecimento como Estado na ONU.

Hale – acompanhado pelo conselheiro de segurança para o Oriente Médio, Dennis Rosse, e o cônsul dos EUA em Jerusalém, Daniel Rubinstein – se reuniu com o presidente palestino em Ramala, que afirmou que o requerimento à ONU não contradiz o processo de paz, “mas acabará com o beco sem saída ao qual a intransigência israelense levou”.

Acordo de paz – Além disso, Abbas expressou o desejo dos palestinos de retomar as negociações se Israel aceitar a solução de dois estados nas fronteiras anteriores a 1967 e cessar sua política de assentamentos em território palestino. Por sua vez, Hale expressou a Abbas que os EUA manterão sua posição de votar contra o reconhecimento do Estado palestino na ONU, segundo indicou o negociador palestino Saeb Erekat aos jornalistas após o encontro. Contudo, ao menos 140 países já declararam que reconhecerão o estado palestino independente das Nações Unidas.

A campanha nacional prevista para apoiar o pedido nas Nações Unidas, denominada “Palestina 194”, prevê organizar passeatas não violentas nos dias anteriores à votação e espera-se que as maiores manifestações acontecem dia 21, quando a Assembleia iniciar sua sessão número 66, e 23, quando Abbas discursar diante do órgão da organização internacional.

(Com agência EFE)

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