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Painel independente acusa China e OMS por resposta lenta à pandemia

Cientistas dizem que propagação do vírus foi beneficiada por uma “epidemia em grande parte escondida” nas primeiras semanas

Por Da Redação Atualizado em 19 jan 2021, 09h15 - Publicado em 19 jan 2021, 08h51

Um painel de especialistas independentes encarregados de avaliar a resposta mundial à pandemia de Covid-19 afirmou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a China poderiam ter reagido mais rapidamente e de forma mais eficaz ao início da crise. Segundo o grupo, a propagação do vírus se viu “beneficiada” por uma “epidemia em grande parte escondida”.

O painel de investigação, que é formado por 13 especialistas, divulgou nesta terça-feira, 19, em uma reunião da OMS seu segundo informe sobre o tema. O grupo ressalta que, “ao se referir à cronologia inicial da primeira fase da epidemia, constata-se que teria sido possível agir mais rápido, com base nos primeiros sinais”.

“O que está claro para o Grupo é que as autoridades de saúde locais e nacionais da China poderiam ter implementado medidas de saúde mais fortes em janeiro. Também está claro para o Grupo que no final de janeiro de 2020 já havia evidências de casos em vários países”, destaca.

O relatório acrescenta que “todos os países que detectaram casos prováveis deveriam ter implementado medidas de contenção de saúde pública imediatas. Não o fizeram (…) apenas alguns países aproveitaram ao máximo as informações disponíveis para responder às evidências de uma epidemia emergente”.

O grupo também nota a lentidão da OMS em montar seu comitê de emergência no início da pandemia e declarar a urgência sanitária internacional.

Desde o início da crise no final de 2019, a OMS tem sido duramente criticada por sua resposta, atrasando principalmente a recomendação do uso de máscara. Em particular, os Estados Unidos acusaram o organismo de ter sido extremamente complacente com a China, onde o coronavírus apareceu no final de 2019.

Os primeiros casos da doença foram detectados em Wuhan entre 12 e 29 de dezembro de 2019, segundo as autoridades locais. Os casos não foram relatados à OMS até 31 de dezembro. Quando Wuhan entrou em isolamento total em 23 de janeiro de 2020, o vírus já havia se espalhado para o Japão, Coreia do Sul, Tailândia e Estados Unidos.

(Com AFP)

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