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Oposição síria indica que 260 morreram em bombardeios em Homs

Cairo, 4 fev (EFE).- O bombardeio do regime sírio sobre a cidade de Homs neste sábado deixou 260 mortos, denunciou o Conselho Nacional Sírio (CNS), a principal organização opositora no país.

O CNS qualificou este ataque como ‘um dos mais brutais crimes’ cometidos pelo regime de Bashar al-Assad desde o início das revoltas, em março do ano passado.

Em um breve comunicado, a organização opositora assegurou que os bairros mais afetados por essa ofensiva foram Al Jaldiya e Al Qosor, onde as forças do regime ‘bombardearam casas habitadas de maneira intensa e indiscriminada’.

Além disso, o CNS pediu à comunidade internacional que abandone seu ‘silêncio vergonhoso’ e aja para interromper o derramamento de sangue.

Na mesma linha, os opositores apelaram para que a Rússia mude sua posição ‘intransigente’ no Conselho de Segurança da ONU, que deve votar hoje uma crucial resolução de condenação ao regime sírio.

Uma testemunha em Homs assegurou à Agência Efe por telefone que viu cadáveres de crianças e restos de corpos espalhados, enquanto famílias inteiras morreram sob os escombros de edifícios destruídos.

Entre sons de explosões e dos alto-falantes das mesquitas recitando o Corão, a testemunha, identificada como Abul Ward Al-Masri, acusou as autoridades de contaminar a água dos encanamentos da cidade, o que teria causado a morte de três pessoas em Al Jaldiya.

A testemunha também assegurou que as forças leais ao regime impediram a chegada das ambulâncias para transferir os feridos aos hospitais da cidade.

Por outro lado, a agência oficial síria ‘Sana’ desmentiu hoje as informações ‘divulgadas por algumas cadeias de televisão’ sobre o bombardeio em Homs, e assinalou se tratar uma maneira encontrada pelo CNS para influenciar a decisão do Conselho de Segurança da ONU.

Uma fonte oficial anônima citada pela ‘Sana’ indicou que os cadáveres mostrados pelas emissoras de televisão seriam corpos de pessoas sequestradas pelos ‘grupos terroristas armados’, que os assassinaram e posteriormente os fotografaram como vítimas do suposto bombardeio.

A repressão imposta à imprensa impediu que as informações de um lado e de outro fossem confirmadas de maneira independente.

Enquanto isso, no Cairo, um grupo de manifestantes assaltou durante esta madrugada a Embaixada da Síria na capital egípcia e queimou parcialmente o primeiro andar desse edifício.

Um desses ativistas, que se identificou como Abu Ahmed Tartusi, assegurou à Efe que os serviços de segurança egípcios intervieram e detiveram 13 dos assaltantes, entre eles uma mulher. EFE