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Oposição síria denuncia massacre em Homs; regime nega

O Conselho Nacional Sírio (CNS), que reúne a maioria das correntes de oposição, denunciou neste sábado a matança de 260 civis na madrugada de sexta-feira para sábado em Homs, mas o regime de Bashar al-Assad negou ter bombardeado a cidade da região central do país.

“Nas primeiras horas de sábado, o regime de Assad cometeu uma das matanças mais terríveis desde o início da rebelião na Síria”, denuncia o CNS em um comunicado.

“As forças de Assad bombardearam zonas residenciais em Homs, incluindo Al-Khalidiya e Ousour, provocando pelo menos 260 mortes, de civis, e centenas de feridos”, completa o texto, que destaca a presença de mulheres e crianças entre os feridos.

“Edifícios residenciais e casas foram bombardeados intensamente e de maneira aleatória”.

“Ao mesmo tempo, as forças de Assad bombardearam também Jisr al-Shughur (noroeste), os subúrbios de Damasco e o leste de Ghuta (perto da capital), o que parece ser uma preparação para massacres similares”.

O CNS também pediu à Rússia que mude sua postura a respeito do regime sírio.

“O CNS exorta a Rússia a condenar claramente o regime e torná-lo responsável pelas matanças e a permitir aos sírios eleger democraticamente um regime que proporcione liberdade e dignidade”, conclui o comunicado.

Apesar do pedido, o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, afirmou que o projeto de resolução sobre a Síria apresentado pelos países ocidentais não interessa a Rússia e submetê-lo neste sábado ao Conselho de Segurança da ONU provocará um “escândalo”.

O regime sírio negou o bombardeio em Homs, em um comunicado divulgado pela agência oficial Sana.

A nota do regime afirma que os civis mortos em Homs foram vítimas de disparos de homens armados e não de bombardeios. Também acusa determinados canais de televisão de estimular a violência.

“Os civis mostrados pelas redes de televisão por satélite são civis que foram sequestrados e assassinados por homens armados”, afirma o texto da Sana.

A agência oficial síria acusa grupos armados de tentarem explorar as informações para pressionar o Conselho de Segurança da ONU, que deve analisar uma resolução que condena a repressão na Síria.