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ONU acusa tanto Hamas quanto Israel de cometerem crimes de guerra

Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, também instou ambos lados a concordarem com um cessar-fogo na guerra

Por Da Redação
Atualizado em 9 nov 2023, 09h47 - Publicado em 9 nov 2023, 08h47

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, afirmou na noite de quarta-feira 8 que tanto o Hamas como Israel cometeram crimes de guerra desde que entraram em conflito no mês passado.

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“As atrocidades perpetradas por grupos armados palestinos em 7 de outubro foram hediondas, brutais e chocantes, foram crimes de guerra – assim como a prisão contínua de reféns”, disse Türk.

Ele acrescentou: “A punição coletiva de civis palestinos por parte de Israel constitui também um crime de guerra, tal como a retirada forçada ilegal de civis [de seus lares].”

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Türk visitou a passagem de Rafah – única rota de saída de Gaza, pelo Egito, enquanto permanece sob cerco de Israel –, que qualificou como uma “tábua de salvação simbólica” para os 2,3 milhões de habitantes de Gaza.

“A tábua de salvação tem sido injustamente e escandalosamente tênue”, afirmou, ao pedir que mais ajuda humanitária fosse entregue ao enclave.

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Türk também instou ambos os lados a concordarem com um cessar-fogo com base em três imperativos de direitos humanos: a entrega de ajuda humanitária a Gaza, a libertação de reféns pelo Hamas, bem como a implementação de “um fim duradouro à ocupação, baseado nos direitos dos palestinos e dos israelenses à autodeterminação e aos seus legítimos interesses de segurança.”

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“Mesmo no contexto de uma ocupação de 56 anos, a situação atual é a mais perigosa em décadas, enfrentada pelas pessoas em Gaza, em Israel, na Cisjordânia, mas também a nível regional”, avaliou.

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Em resposta, os militares israelenses afirmaram que seus ataques estão sujeitos ao direito internacional, mas que “danos incidentais esperados a civis e propriedades civis não são excessivos”.

“Os ataques das Forças de Defesa de Israel (FDI) a alvos militares estão sujeitos às disposições relevantes do direito internacional, incluindo a tomada de precauções viáveis e após uma avaliação de que os danos incidentais esperados a civis e propriedades civis não são excessivos em relação à vantagem militar esperada do ataque”, declarou o exército em comunicado.

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