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ONU acusa Israel de violar direito à moradia dos palestinos

Genebra, 13 fev (EFE).- A ONU acusou as autoridades israelenses de violarem o direito à moradia nos territórios ocupados, enquanto ‘promovem um desenvolvimento territorial que exclui, discrimina e desloca as minorias, em particular as comunidades palestinas’.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, a relatora especial sobre o direito à moradia digna, Raquel Rolink, criticou a recente privatização, desregulamentação e comercialização dos bens públicos do país, que resulta em políticas urbanas e de moradia ‘cada vez menos acessivas para as famílias de baixa renda’.

Segundo a especialista da ONU, as minorias palestinas e os palestinos que vivem sob a ocupação militar são os mais afetados por esta situação, que supõe uma grande barreira contra o direito à moradia.

A relatora realizou uma visita de duas semanas em Israel e nos territórios palestinos ocupados. Durante o percurso, Raquel ouviu muitas queixas sobre a falta de moradia, as ameaças de demolição e o ‘número desproporcional’ de demolições nas comunidades palestinas.

‘O número de permissões de edificação é desproporcional em relação às necessidades de alojamento, o que obriga muitos palestinos a construírem seus imóveis sem nenhuma permissão. Como consequência, muitas casas palestinas são consideradas ilegais e os moradores passam a sofrer ameaças com sua demolição’, assegurou Raquel.

Esta situação é ainda mais preocupante em Gaza, onde, segundo a relatora, inúmeras famílias vivem abaixo das condições consideradas dignas e outras viram suas próprias casas serem demolidas por operações militares israelenses.

Após a visita de duas semanas pelo território israelense, Rachel pediu ao Governo de Israel para interromper o bloqueio e atender as necessidades mínimas da população de Gaza, já que, segundo sua opinião, atualmente o direito à moradia digna ‘é claramente negado nos territórios ocupados’.

‘As autoridades israelenses tinham um recorde impressionante para fornecer alojamento adequado para imigrantes e refugiados judeus, mas essas políticas não respondem às necessidades das minorias e daqueles que estão em desvantagem social’, concluiu Raquel, que reivindicou uma ‘revisão urgente’ e uma melhor apuração dessas leis. EFE

avm/fk