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Obama pode perdoar militar que vazou documentos para o WikiLeaks

Chelsea Manning está presa há seis anos

Por Da redação - 11 jan 2017, 22h06

A militar Chelsea Manning, que vazou documentos secretos dos Estados Unidos ao site WikiLeaks, em 2010, pode estar na lista final de perdões do presidente Barack Obama, informou a rede NBC. Manning está presa há seis anos pela quebra de sigilo, mais tempo do que qualquer outro informante na história americana.

O vazamento feito por Manning, analista de segurança do Exército no Iraque, expôs centenas de milhares de telegramas diplomáticos, documentos sobre a prisão de Guantánamo e das guerras do Iraque e do Afeganistão. Por isso, a militar cumpre uma condenação de 35 anos em uma prisão militar no Kansas.

Manning enviou em novembro o pedido oficial de clemência à Casa Branca, para que possa ser avaliado por Obama. Em entrevista ao jornal The Guardian, ela disse acreditar que é sua última chance “em muito tempo” de conseguir a liberdade. É improvável que o próximo presidente americano, Donald Trump, enxergue o caso de forma favorável.

“Eu passei quase toda a minha vida adulta sem-teto, no exército ou na prisão. Ainda não tive chance de viver minha vida”, disse Chelsea ao Guardian. No ano passado, o Exército americano permitiu a Manning acesso a tratamento hormonal, para iniciar seu processo de mudança de sexo, e ela foi liberada para colaborar com a imprensa e escrever em uma conta do Twitter.

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Perdões

Até deixar a Casa Branca, em 20 de janeiro, Obama tem poder de perdoar condenados. Com mais de 1.000 decretos durante seus oito anos, o democrata é um dos presidentes que mais concedeu perdões na história americana, com o equivalente a soma dos onze líderes anteriores.

Historicamente, é comum que presidentes assinem perdões em seus últimos dias de mandato – alguns especialmente polêmicos. George H.W. Bush perdoou o ex-secretário da Defesa Caspar Weinberger, por seu papel no caso Irã-Contras, um escândalo político no mandato de Ronald Reagan. Já Bill Clinton perdoou o “rei do petróleo” Marc Rich, que fugiu do país por acusações de fraude, desvio de fundos e violação do embargo ao Irã. Rich era casado com um rico doador do Partido Democrata.

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