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Obama e presidente da China conversam por telefone sobre acordo de Paris

China e EUA mantiveram algumas posições antagônicas durante as negociações na capital francesa. O presidente americano elogiou o tratado final alcançado na COP-21

O presidente da China, Xi Jinping, conversou por telefone nesta segunda-feira com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre o acordo de combate às mudanças climáticas alcançado em Paris no fim de semana, relatou a agência de notícias oficial chinesa Xinhua. Xi expressou vontade de trabalhar com os Estados Unidos na implementação do acordo, que estabelece o curso para uma transformação história na economia mundial, após décadas de tentativas de conter o aquecimento global. A assessoria da Casa Branca confirmou a conversa e classificou-a como “cordial e produtiva”. Durante as negociações de Paris, China e EUA mantiveram algumas posições antagônicas, mas conseguiram chegar a um consenso em pontos-chave para garantir o acordo.

Neste final de semana, Obama disse que o acordo de Paris oferece “a melhor chance de salvar o único planeta que temos”. Ministros de 195 países aprovaram neste sábado o primeiro marco jurídico universal de luta contra o aquecimento global. O documento da 21ª Conferência do Clima (COP-21) das Nações Unidas terá caráter “legalmente vinculante”: obriga todas as nações signatárias a organizar estratégias para limitar o aumento médio da temperatura da Terra a 1,5ºC até 2100 e prevê 100 bilhões de dólares (cerca de 385 bilhões de reais) por ano para projetos de adaptação dos efeitos do aquecimento a partir de 2020.

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Cientistas e diversas companhias globais se manifestaram neste domingo sobre o acordo climático de Paris. Na comunidade científica, o processo foi visto como um importante avanço no combate ao aquecimento global, embora se avalie que o desafio ainda é muito grande. Já representantes de empresas tiveram reações diversas, com alguns alegando que a falta de especificidade no acordo poderia elevar custos e reduzir a competitividade dos negócios.

Companhias multinacionais têm acompanhado atentamente conversas climáticas nos últimos anos preocupadas com os custos inevitáveis de novas restrições ambientais. Estimativas reais desses custos, porém, dependem ainda dos planos dos governos nacionais para redução de emissões. Paul Polman, executivo-chefe de bens de consumo na Unilever, disse em um comunicado que o acordo de Paris envia um “sinal inequívoco para as comunidades de negócios e financeira, um que vai levar a mudanças reais na economia”.

(Da redação)