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Obama comemora aprovação de ajuda a rebeldes sírios

Medida, que já havia sido votada na Câmara, passou no Senado nesta quinta

Com a popularidade em baixa, Barack Obama precisa muito de apoio para colocar seus planos em prática. Por isso, o presidente americano comemorou como uma vitória nesta quinta-feira a aprovação no Congresso de um plano de ajuda a rebeldes sírios no combate aos terroristas do Estado Islâmico (EI). “O forte apoio bipartidário no Congresso para esse novo esforço de treinamento mostra ao mundo que os americanos estão unidos no combate à ameaça do EI”, destacou o presidente, depois que a proposta passou no Senado.

Mesmo com o aval, há um ceticismo entre os parlamentares sobre a eficácia da iniciativa. “Se nós aprendemos alguma coisa nos últimos doze anos de guerra foi que o Oriente Médio parece imune aos esforços dos Estados Unidos de dobrá-lo a nossa vontade”, disse ontem o senador democrata Chris Murphy.

A senadora Susan Collins votou a favor, mas defendeu um debate mais amplo sobre uma estratégia para parar o EI. Membro do Comitê de Inteligência, a republicana disse que não teve acesso a detalhes suficientes sobre o plano do governo, nem mesmo sobre os rebeldes moderados que serão auxiliados. “Estou preocupada que os rebeldes que vamos treinar podem estar focados no que realmente os motiva, que é derrubar Assad e não combater o EI”. Há mais de três anos, grupos rebeldes tentam tirar Bashar Assad do poder. Para Obama, “as forças de oposição na Síria lutam tanto contra a brutalidade do EI como contra a tirania do regime de Assad”.

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A votação desta quinta no Senado apontou 78 votos a favor e 22 contra a emenda. Dez senadores democratas e doze republicanos votaram não. Na quarta, a Câmara dos Deputados, controlada pelos republicanos, aprovou a medida por 273 votos a 156. A emenda aprovada dá carta branca ao Pentágono para equipar e treinar os rebeldes sírios e determina que o Executivo apresente ao Congresso, a cada 90 dias, um relatório sobre a execução da operação, incluindo o número de combatentes formados e os grupos sírios beneficiados com treinamento, armas e equipamentos. Depois de ser assinada por Obama, a autorização para treinar e armar os rebeldes estará em vigor até o dia 11 de dezembro.

Também nesta quinta-feira, o presidente francês, François Hollande, anunciou que a França fornecerá apoio aéreo ao governo iraquiano para bombardear as milícias do Estado Islâmico, mas ressaltou que Paris não enviará tropas terrestres e que a ação vai se limitar ao Iraque.

(Com agências Reuters e EFE e Estadão Conteúdo)

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