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Obama canta e discursa contra bandeira confederada em funeral de vítima de massacre em Charleston

Bandeira dos Estados Confederados americanos é um símbolo de opressão, disse presidente americano

Por Da Redação - 26 jun 2015, 18h54

O presidente americano Barack Obama fez um emocionante discurso nessa sexta-feira sobre a questão racial nos Estados Unidos. Em tributo no funeral do reverendo Clementa Pinckney – morto na semana passada em um tiroteio na igreja metodista onde era pastor, em Charleston -, Obama afirmou que a bandeira dos Estados Confederados americanos é um símbolo de opressão e que seu país esteve cego por muito tempo ao não perceber a dor que ela causa.

“Ao pararmos de hastear essa bandeira, nós expressamos a graça de Deus”, afirmou. A bandeira tem sido criticada nos últimos dias por grupos de ativistas e políticos por ser um símbolo do passado escravagista do sul dos Estados Unidos. A bandeira foi usada pelos Estados Confederados da América, confederação que nasceu da união de seis estados do sul dos EUA – agrários e escravistas – e se rebelou contra a União, levando à Guerra Civil americana (1861-1865).

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A governadora da Carolina do Sul, Nikki Haley, chegou a pedir que os legisladores estaduais votem pela retirada da bandeira dos rebeldes confederados hasteada em frente à Câmara estadual na capital Columbia. As autoridades da Carolina do Sul acreditam que o atirador branco que assassinou nove fiéis negro em Charleston foi movido por ódio racial, que ainda está presente na sociedade americana.

Durante a cerimônia, Obama também elogiou o reverendo e disse que ele foi um grande exemplo para a comunidade, referindo-se a ele como “um homem de Deus que viveu com fé”. A certa altura do discurso, Barack Obama cantou a música “Amazing Grace”, hino gospel que costuma ser entoado em igrejas da comunidade negra americana.

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Vídeo: Obama canta em funeral de pastor

(Da redação)

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