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Obama afirma que EUA ‘viram a página de uma década de guerras’

Por Da Redação 5 jan 2012, 14h13

Washington, 5 jan (EFE).- O presidente americano Barack Obama afirmou nesta quinta-feira que os Estados Unidos ‘viram a página de uma década de guerras’ e devem trabalhar agora para fortalecer a economia com uma estratégia de segurança que inclui forças militares convencionais menores.

Obama participou da entrevista coletiva no Pentágono com o chefe do departamento, Leon Panetta, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, o general de Exército (de Terra), Martin Dempsey, na qual apresentou a nova estratégia de defesa dos EUA.

‘Tivemos êxito na defesa de nossa nação, levamos a guerra ao inimigo e restabelecemos a liderança global dos Estados Unidos’, afirmou o presidente.

Obama assinalou que os Estados Unidos devem ‘renovar sua força econômica, o que os mantêm como fortaleza no mundo’. Segundo ele, a nova estratégia do país passa por fortalecer sua presença na região da Ásia e do Pacífico.

‘As reduções de orçamento não serão feitas sobre essas regiões críticas’, revelou. ‘Continuaremos apoiando nossas alianças, incluindo a Otan, e seguiremos atentos, especialmente com relação ao Oriente Médio’.

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Os cortes de orçamento do Pentágono vão variar entre US$ 400 bilhões e US$ 1 trilhão, mas apesar disso Obama ressaltou que os ‘Estados Unidos manterão a superioridade militar como Forças Armadas ágeis, flexíveis e prontas para toda a gama de contingências e ameaças’.

O presidente apresentou o esforço de controle do orçamento de defesa como uma desaceleração da despesa e indicou que seguirá sendo equivalente ao que existia no fim da anterior administração republicana, maior do que a soma dos orçamentos de defesa dos dez países que mais investem no assunto.

Na entrevista coletiva não foram divulgados detalhes sobre os cortes, informações que serão divulgadas na medida em que o Governo Obama prepare o orçamento para o período fiscal 2013, que começa em 1º de setembro.

A revisão de estratégia enfatiza a atenção à região da Ásia e o afastamento das guerras prolongadas e campanhas terrestres como as que ocuparam por tanto tempo os Estados Unidos no Afeganistão e no Iraque.

Incluirá ainda a redução do contingente do Exército (de Terra) e da Infantaria da Marinha, as duas forças com maior participação nas campanhas afegã e iraquiana. Por outro lado, haverá um fortalecimento da Força Aérea e da Marinha de Guerra. EFE

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