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Número de mortos pelo ciclone Kenneth sobe para 38 em Moçambique

Outras 39 pessoas ficaram feridas e 35.000 casas foram destruídas; em combinação inédita, fenômeno atingiu o país apenas seis semanas depois do ciclone Idai

Por Da Redação 29 abr 2019, 12h07 | Atualizado em 3 jul 2026, 11h49
Número de mortos pelo ciclone Kenneth sobe para 38 em Moçambique Priorize VEJA no Google

O balanço de mortos pela passagem do ciclone Kenneth no extremo norte de Moçambique subiu para 38 nesta segunda-feira, 29. Outras 39 pessoas ficaram feridas e cerca de 35.000 casas foram destruídas ou danificadas, informaram as autoridades locais.

A contagem anterior, publicada no domingo 28 pelo Instituto Moçambicano de Gestão de Emergências (INGC), havia relatado cinco mortes na província de Cabo Delgado, na fronteira com a Tanzânia.

O ciclone Kenneth atingiu a costa do país na quinta-feira 25 causando ventos que atingiram quase 300 quilômetros por hora e chuvas muito fortes, apenas seis semanas depois da passagem devastadora do ciclone Idai.

Em meados de março, o Idai atingiu o sul da nação africana, afetando principalmente a cidade de Beira, a segunda maior de Moçambique, e deixando quase 1.000 mortos. Depois, o fenômeno ainda continuou sua rota levando morte e destruição, em menor escala, para o Zimbábue e o Malawi.

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Agora, com o Kenneth, o governo moçambicano estima que cerca de 160.000 pessoas estejam em risco, com a previsão de mais chuvas torrenciais para os próximos dias.

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“Ajudem-nos, estamos perdendo tudo!”, gritavam os moradores da cidade de Pemba aos carros que passavam, enquanto as águas jorravam pelas frestas das casas. Mulheres e crianças com baldes e panelas lutavam contra a enxurrada, em vão.

Para as próximas 24 horas, a expectativa é de até 100 milímetros de chuva para algumas regiões, de acordo com o instituto meteorológico de Moçambique. Esta é a primeira vez que se tem notícia de dois ciclones no país na mesma temporada, o que levanta preocupações sobre as mudanças climáticas.

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Desde ontem, organizações humanitárias tentam chegar às comunidades que foram duramente atingidas fora de Pemba, mas as condições climáticas os impedem. “Helicópteros não podem voar, vários voos foram cancelados e os trabalhadores humanitários não conseguem chegar aos locais afetados”, disse Nicholas Finney, líder da equipe de resposta do grupo Save the Children, à agência Associated Press.

Ele descreveu “devastação total” em um trecho de 60 quilômetros de costa e ilhas próximas de Moçambique, que enfrenta uma das taxas de pobreza mais altas do mundo.

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(com AFP)

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