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Número de mortos em protestos na Índia chega a 24

Muçulmanos se manifestam contra a nova lei de cidadania do país e entram em conflito com grupos hindus

Por Da Redação Atualizado em 30 jul 2020, 19h28 - Publicado em 26 fev 2020, 15h50

O número de mortos deixado por violentos protestos na Índia chegou a 24 nesta quarta-feira, 26. Trata-se do quarto dia consecutivo de conflitos entre grupos islâmicos e hindus na capital Nova Délhi devido a uma polêmica lei aprovada em dezembro passado, que concede cidadania a refugiados de todas as principais religiões do sul da Ásia, exceto muçulmanos.

Segundo o jornal britânico The Guardian, desde o domingo 23, mais de 200 pessoas ficaram feridas por tiros, queimaduras de ácido, facadas e pedras. Vários dos que morreram saltaram de prédios altos para escapar de gangues violentas.

Também nesta quarta-feira, o governo confirmou o falecimento de um oficial do Departamento de Inteligência. O representante é a segunda autoridade a morrer nos conflitos, após um policial ter falecido na segunda-feira 24 depois de ser atingido por uma pedra. O restante dos mortos é civil.

A polícia disse que já prendeu 106 pessoas por causa da violência, mas muitos muçulmanos acusaram a corporação de passividade quando suas casas e negócios foram atacados por hindus.

  • O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, quebrou o silêncio e pediu à população por calma. “Paz e harmonia são centrais em nosso ethos”, disse Modi via Twitter. “Apelo às minhas irmãs e irmãos de Délhi para que mantenham a paz e a irmandade o tempo todo.”

    De acordo com o jornal americano The New York Times, no domingo, o político local Kapir Mishra ameaçou dispersar à força as manifestações contra a lei de cidadania, para manter as aparências durante a primeira passagem do presidente americano, Donald Trump, pela Índia. O republicano visitou o país na segunda e terça-feira e já retornou aos Estados Unidos. 

    O governo indiano é controlado por um partido nacionalista hindu acusado de marginalizar a minoria muçulmana do país, que, com 200 milhões, é uma das maiores populações muçulmanas do mundo.

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