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Número de mortos deixado por furacão Florence nos EUA chega a 23

A situação deverá piorar nos próximos dias, com as fortes chuvas sobre regiões já encharcadas; as autoridades esperam mais vítimas fatais

O número de vítimas fatais deixadas pela passagem do furacão Florence pela costa sudeste dos Estados Unidos chegou a 23 nesta segunda-feira (17). Entre os mortos estão um menino de um ano e um bebê de 3 meses.

Os os alertas de enchentes se estenderam entre os estados de Maryland a Nova York e no sul da região da Nova Inglaterra. Nas Carolinas do Norte e do Sul, o Serviço Nacional do Clima (NWS) continuava a advertir os moradores sobre a piora das inundações.

Zach Taylor, meteorologista do NWS, disse que “o pior ainda está por vir” porque os rios atingirão cheias históricas. “O solo está encharcado e não consegue absorver mais chuva, então essa água tem que ir para algum lugar, infelizmente”, explicou.

O bebê de 3 meses não resistiu aos ferimentos causados pela queda de uma árvore sobre a casa aonde estava na tarde de domingo, no condado de Gaston, na Carolina do Norte. O menino de um ano chegou a ser resgatado com sua mãe, que tentou escapar das inundações dirigindo por estradas vicinais.

No sábado, quando o balanço de vítimas ainda era de cinco mortos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou por meio do Twitter sua “mais profunda empatia e carinho” às famílias e pessoas próximas dos falecidos.

Embora a tempestade tenha perdido força e se transformado em depressão tropical, as rajadas de vento e as chuvas torrenciais que caem desde sexta-feira na Carolina do Sul e na Carolina do Norte podem resultar em mais mortes e destruição, segundo as autoridades.

O Florence provocou mais de 100 centímetros de chuva na Carolina do Norte desde quinta-feira e continuou gerando chuvas intensas em grande parte do estado e do sul da Carolina do Sul, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (NWS).

Entre 5 e 12 centímetros adicionais de chuva devem cair, e possivelmente mais 20 centímetros em áreas isoladas das Carolinas e da Virgínia, até terça-feira (18). Mais de 1.000 resgates já foram realizados pelas forças de segurança americanas.

Enchentes-relâmpago, alertas de deslizamentos de terra e “transbordamentos de rios prolongados e significativos” em toda a região continuarão nos próximos dias, segundo o NWS.

Mais de 900 pessoas foram resgatadas e 15.000 continuam em abrigos só na Carolina do Norte, segundo o governador Roy Cooper. “A tempestade nunca foi mais perigosa do que é neste momento”, disse.

Segundo os meteorologistas, os rios devem atingir cheias históricas nos próximos dias nas já alagadas Carolinas do Norte e do Sul. “O solo está encharcado e não consegue absorver mais chuva, então essa água tem que ir para algum lugar, infelizmente”, explicou Zach Taylor, meteorologista do NWS. “Esses rios começarão a encher no final do dia de hoje e na terça-feira e talvez durante mais tempo”.

A cidade litorânea de Wilmington continuava isolada pelas águas das enchentes na manhã desta segunda-feira e dezenas de milhares de casas estavam danificadas. As equipes de resgate tiveram que driblar árvores e linhas de transmissão caídas para chegar aos moradores ilhados, contou o prefeito Bill Saffo à rádio WHQR

O pequeno povoado de Pollocksville, também na Carolina do Norte, foi dividido em dois na tarde deste domingo, quando o rio Trent transbordou. Cerca de trinta pessoas foram evacuadas.

Em Pikeville, o NWS registrou por volta das 6h da manhã desta sexta (7h em Brasília) indícios de um pequeno tornado. A cidade de 700 habitantes ficou sob alerta até as 6h30, quando a situação foi normalizada e não havia mais perigo.

(Com EFE, Reuters e AFP)