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Novo disparate da Coreia do Norte: unicórnios existem

Arqueologistas dizem ter confirmado existência de 'toca' em Pyongyang

Por Da Redação - 1 dez 2012, 14h23

Velhas conhecidas pela fabricação de verdades históricas, as ditaduras comunistas sempre foram prolíficas na invenção de mitos que pudessem engrandecer suas ideologias e ditadores. O esquizoide governo norte-coreano, que nunca fugiu a essa regra, conseguiu se superar neste fim de semana. Em nova tentativa de mitificar uma pretensa superioridade do povo norte-coreano, a agência estatal da Coreia do Norte, KCNA, anunciou a comprovação da existência de unicórnios. A notícia, anunciada na sexta-feira no país, foi assinada pelo Instituto de História da Academia de Ciências Sociais DPRK.

A prova da existência desses animais míticos, uma espécie de cavalo Tufão com um corno único na testa, seria a Toca do Unicórnio do Rei Tongmyong, fundador do Reino Koryo (918-1392), que teria sido achada por aqueológos norte-coreanos. Coincidentemente, a tal toca estaria localizada no subsolo do templo Yongmyong, exatamente na capital norte-coreana, Pyongyang. A lenda sobre a existência da toca sequer é nova. Na frente do templo existe uma pedra entalhada com as palavras “Toca do Unicórnio”, que os arqueólogos acreditam datar do período do Reino Koryo.

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“Os livros de História da Coreia do Norte falam do unicórnio, que foi cavalgado pelo rei Tongmyong”, disse à KCNA o diretor do Instituto, Jo Hui Sung. O antigo livro ‘Sinjungdonggukyojisungnam’, teoricamente escrito no século XVI, sobre a geografia coreana, já citava a toca do unicórnio.

Nenhuma prova científica da tal confirmação foi apresentada, claro, mas isso não chega a ser uma exigência em regimes totalitários. A KCNA, além do mais, é conhecida por divulgar notícias absurdas para engrandecer a imagem da Dinastia Kim.

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A mitologia coreana se vale de lendas nacionais e contos tribais sobre divindades animais. O que talvez explique a tentativa patética de exaltar a existência do unicórnio pelo ditador Kim Jong-un – que, até onde se sabe, prefere Mickey e sua turma aos equinos chifrudos.

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