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Nove províncias do Egito votam na 2ª fase das eleições

Cairo, 15 dez (EFE).- Nove províncias do Egito escolhem nesta quinta-feira seus representantes para o Parlamento na segunda e penúltima fase eleitoral, que começou na quarta-feira com as forças islâmicas se destacando como vencedoras.

Os colégios eleitorais abriram as portas às 4h (de Brasília) para receber os eleitores de províncias como Suez, Aswan e Giza e fecharão às 16h (de Brasília).

O início das votações foi marcado por clima de tranquilidade, assim como na quarta-feira, diferentemente da primeira fase das eleições legislativas, quando foram registradas algumas irregularidades e a afluência em massa de eleitores.

Entre quarta e esta quinta-feira, mais de 18 milhões de pessoas devem escolher entre os candidatos para ocupar 156 cadeiras na Câmara Baixa (ou Assembleia do Povo), dos quais dois terços sairão de listas fechadas de partidos políticos, e outra parte de listas abertas com candidatos individuais.

O total de cadeiras em jogo nessa etapa é de 180, mas a Corte Suprema Administrativa ordenou há dois dias o adiamento em uma semana das eleições as listas fechadas em três distritos do país, já que nas cédulas eleitorais faltavam alguns partidos.

Apesar desse incidente, nessa fase foram corrigidos alguns problemas ocorridos na primeira etapa, realizada em 28 e 29 de novembro, como a chegada com atraso dos juízes e das cédulas e a distribuição de propaganda em frente aos locais de votação, disse na quarta-feira a Comissão Eleitoral egípcia.

O Partido Liberdade e Justiça (PLJ), braço político da Irmandade Muçulmana, que ganhou a primeira etapa com 37% dos votos, e o salafista Al Nour, que ficou em segundo lugar com 24%, tentarão manter seu lugar apesar dos esforços das forças liberais para melhorar sua posição em relação aos islâmicos.

De acordo com as leis eleitorais egípcias, o segundo turno dessa segunda etapa ocorrerá nos dias 21 e 22 de dezembro, mas apenas no caso das listas de candidatos individuais, enquanto a terceira etapa das eleições acontecerá no início de janeiro. EFE