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Nove mulheres são mortas em ataque a clínicas na Nigéria

Acredita-se que os islâmicos radicais estejam por trás do crime. Para eles, as vacinas contra a poliomielite são um complô do Ocidente para prejudicá-los

Por Da Redação 8 fev 2013, 12h34

Nove mulheres que trabalhavam em centros de saúde na Nigéria foram mortas nesta sexta-feira. As mortes ocorreram em dois ataques contra clínicas onde estavam sendo realizadas campanhas de vacinação contra a poliomielite, no norte do país. Segundo a polícia, o primeiro ataque desta sexta ocorreu em Kano, e os atiradores fugiram do local do crime em uma moto. Menos de uma hora depois, em uma região próxima, outro atirador alvejou um centro de saúde onde os funcionários se preparavam para dar início à vacinação contra o vírus.

Na quinta-feira, um controverso clérigo islâmico fez declarações contrárias às campanhas de vacinação contra a poliomielite, e vários programas de rádio locais repercutiram a teoria de que essas vacinas são um complô do Ocidente para prejudicar os muçulmanos. Segundo o religioso, os novos casos de poliomielite são causados por medicamentos contaminados, que podem causar infertilidade.

Isso explica por que a Nigéria é um dos poucos países do mundo onde a poliomielite ainda é endêmica. Desde 2003, a cidade de Kano se vê atingida pelo vírus devido, principalmente, à suspensão do programa de vacinação. Alguns muçulmanos radicais afirmam ainda que a vacina torna estéreis as meninas nigerianas como parte de um plano americano para despovoar a África.

De acordo com a Iniciativa Global de Erradicação da Pólio, houve 121 casos de poliomielite na Nigéria no ano passado, em comparação a 58 no Paquistão e 37 no Afeganistão. Mesmo assim, no fim do ano passado, responsáveis pela vacinação também foram alvejados e mortos no Paquistão, onde os talibãs acusaram os funcionários de saúde de trabalhar como espiões dos EUA.

A autoria do ataque desta sexta ainda não foi reivindicada, mas acredita-se que membros do grupo terrorista Boko Haram estejam por trás do crime. O grupo – cujo nome significa “a educação ocidental é pecaminosa” – declara que busca derrubar o governo e impor a lei da sharia na Nigéria. Os terroristas do grupo já foram responsabilizados pela morte de cerca de 1.400 pessoas no centro e no norte da Nigéria desde 2010.

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(Com agência France-Presse)

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