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Noruega divulga nesta terça lista das vítimas dos atentados

Ataques na capital e em acampamento deixaram 76 mortos, segundo a polícia

Por Da Redação 26 jul 2011, 05h27

A polícia norueguesa publicará nesta terça-feira a lista das 76 vítimas fatais do duplo atentado da última sexta no complexo governamental de Oslo e no acampamento social-democrata da vizinha ilha de Utoeya, segundo a imprensa local.

Fontes policiais confirmaram este número nesta segunda-feira, corrigindo o balanço de 93 falecidos divulgado anteriormente.

Oito pessoas morreram no atentado com carro-bomba na capital norueguesa e outras 68 no ataque na ilha, levado a cabo uma hora e meia depois.

Cerca de 200 mil pessoas participaram na noite de segunda-feira, em Oslo, da denominada “Marcha das Rosas”, liderada pelo primeiro-ministro do país, Jens Stoltenberg, e pelo príncipe herdeiro Haakon.

A passeata aconteceu horas depois de o suposto autor do massacre, Anders Behring Breivik, de 32 anos, ter se apresentado ao juiz instrutor, que ditou oito semanas de prisão preventiva, quatro das quais em regime de total isolamento.

Em Oslo, os cidadãos desfilaram com flores e tochas pelo centro da capital, próximo do local onde o carro-bomba explodiu.

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No fechamento da concentração, na praça da Prefeitura, Haakon ressaltou em discurso que “hoje as ruas estão repletas de amor”, ao afirmar que decidiram responder “ao ódio com unidade”.

Stoltenberg pediu aos noruegueses que mantenham seu caráter tolerante e não permitam que o “mal se apodere de todo um povo”. A resposta aos atentados deve ser dada com “mais abertura, mais democracia”, acrescentou.

Por sua vez, o líder das juventudes social-democratas, Eskil Pedersen, visivelmente emocionado, assegurou que os ataques “mudaram a Noruega para sempre”, mas que está nas mãos do povo decidir como será essa transformação.

Para culminar a passeata, os participantes, com suas rosas ao alto, entoaram a canção norueguesa “Ja, vi elsker”, que significa “Sim nós amamos”.

A passeata começou e terminou na praça da Prefeitura de Oslo, mas após fechar-se a concentração oficial, a grande maioria dos participantes decidiu deslocar-se até a catedral para deixarem as rosas na entrada.

Enquanto isso, aumentam as críticas à polícia por sua resposta à crise, considerada descoordenada, o que as forças de segurança negam, apesar de terem anunciado a abertura de uma investigação interna.

(com Agência EFE)

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