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Netanyahu adotará novas medidas para reduzir violência contra mulher

Por Da Redação 25 dez 2011, 18h00

Jerusalém, 25 dez (EFE).- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou neste domingo que adotará uma postura mais firme, além de buscar o apoio de líderes religiosos, para evitar os ataques e as humilhações contra as mulheres, que são frequentemente praticadas por ultra-ortodoxos fundamentalistas.

‘Israel é um Estado democrático, ocidental e liberal. A esfera pública é aberta e segura para todos, tanto para homens como para mulheres. Não há lugar para o assédio ou discriminação’, disse Netanyahu na reunião semanal do conselho de ministros.

O primeiro-ministro israelense também assinalou que a polícia ‘está atuando e atuará para prender aqueles que cuspirem, assediarem ou levantarem a mão contra uma mulher’.

O ministro de Segurança Interior, Yitzhak Aharonovitch, apontou que 21 pessoas foram detidas recentemente pela prática de atos hostis contra as mulheres, dos quais nove foram acusados.

Um deles, Meir David Eisenbach, flagrado por uma câmara de televisão enquanto cuspia em uma mulher, ganhou liberdade neste domingo após pagar fiança. O incidente foi registrado em Beit Shemesh, região ao sudoeste de Jerusalém que virou símbolo dessa polêmica.

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Neste domingo, na mesma região, os agentes policiais retiraram os cartazes que ordenava as mulheres a caminharem por uma calçada distinta à dos homens, uma prática visível nos bairros ultra-ortodoxos que preservam o que denominam de ‘modéstia’.

‘Estes sinais não têm cabimento em um Estado livre e democrático’, argumentou o primeiro-ministro, que chamou ‘todas as personalidades públicas e líderes espirituais para atuar’ contra o ‘fenômeno’ das agressões e humilhações.

Segundo o jornal ‘Ha’aretz’, Netanyahu se reunirá com representantes do mundo ultra-ortodoxo nas próximas duas semanas para fazer com que estes condenem a segregação entre sexos nos espaços públicos.

O chefe de Governo se reunirá, entre outros, com o vice-primeiro-ministro da Saúde, Yaakov Litzman, e com outros representantes do mesmo partido, o Judaísmo Unido da Torá, que faz parte da coalizão direitista de Governo e que representa os ultra-ortodoxos asquenazes.

Netanyahu também deverá se reunir com influentes rabinos e com membros do Shas, o partido dos ultra-ortodoxos sefarditas, também no Executivo. No entanto, o ministro do Interior e líder do Shas, Eli Yishai, se manifestou contra essa postura e comparou a segregação de gênero com as competições esportivas, que são divididas entre masculinas e femininas.

Essa decisão de Netanyahu foi anunciada pouco após a confirmação de novas medidas contra outro coletivo conflituoso: os colonos judeus mais radicais, que atacaram um comando militar israelense no território ocupado da Cisjordânia. EFE

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