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Navio envolvido em resgate na Antártida pode ficar preso

Embarcação chinesa Xue Long está com dificuldade para chegar ao mar aberto

O navio chinês “quebra-gelo” (preparado para navegar em águas congeladas) Xue Long, que participou da operação de resgate aos 52 passageiros que estavam presos no navio russo Akademik Shokalskiy na Antártida, também corre risco de ficar preso no espesso gelo no mar.

Após ajudar a transportar os passageiros para o navio australiano Aurora Australis, a tripulação do navio chinês ficou preocupada com a própria mobilidade de se deslocar no gelo. Com isso, os chineses pediram que o Aurora Australis, que estava lentamente quebrando o gelo em direção ao mar aberto, permanecesse por perto caso o Snow Dragon também precise de ajuda. A informação foi dada pela autoridade marítima de resgate da Austrália, que coordena a operação.

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O Xue Long tentará chegar ao mar aberto no sábado, enquanto o Aurora Australis está esperando a cerca de 11 quilômetros ao norte do navio. A decisão de manter o Aurora por perto foi preventiva e ninguém a bordo do Xue Long corre perigo. No entanto, esse é mais um percalço na complexa operação de resgate aos passageiros do navio russo, que estão na Antártida desde a véspera de Natal.

O esperado resgate se tornou possível na quinta-feira após a melhora nas condições climáticas. Neve, ventos, neblina e gelo fizeram as equipes de resgate recuarem várias vezes. O helicóptero a bordo do Xue Long levou sete horas para transportar os cientistas e turistas do Akademik Shokalskiy para o Aurora Australis em grupos de 12 pessoas. Os 22 tripulantes a bordo do navio russo permaneceram no navio, que não corre perigo e possui mantimentos suficientes para semanas.

A expedição – Liderada pelo professor australiano Chris Turney, a expedição pela Antártida, que deveria avaliar os efeitos das mudanças climáticas na região, começou no dia 27 de novembro. A segunda e atual etapa da viagem começou em 8 de dezembro e estava agendada para ser concluída com um retorno à Nova Zelândia, no sábado. Turney, professor de mudanças climáticas da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, disse que o navio ficou preso por gelo de quase 10 pés (3 metros) de espessura.

(Com Estadão Conteúdo)