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Na prisão, autor do massacre de Oslo começa a estudar ciências políticas

Anders Behring Breivik, condenado pela morte de 77 pessoas em 2011, não poderá ganhar o diploma do curso, mas estudará os módulos da matéria

Por Da Redação 12 set 2013, 19h24

O terrorista Anders Behring Breivik, condenado à pena máxima de 21 anos de prisão na Noruega por matar 77 pessoas em ataques realizados em 2011, começou a estudar ciências políticas pela renomada Universidade de Oslo. Após julgar que Breivik não se enquadrava nos pré-requisitos para participar do curso de graduação, a reitoria autorizou o criminoso a estudar módulos individuais do curso, mas ele não deverá obter diploma. Segundo a rede britânica BBC, ele está em uma prisão de segurança máxima e não terá nenhum tipo de contato com funcionários da universidade. Mas ele poderá solicitar o empréstimo de livros e terá uma sala de estudos à disposição.

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Breivik, de 34 anos, apresentou o pedido de admissão ao curso no início de agosto. A permissão para o criminoso estudar levantou críticas. A ministra da Educação, Kristin Halvorsen, chegou a dizer que a autorização deveria ser negada. O reitor da universidade, Ole Petter Ottersen, disse que todos os cidadãos têm o direito de buscar educação superior na Noruega. Ele destacou ainda que a solicitação de Breivik foi acatada com base nas leis do país. “Isso demonstra que os nossos valores são fundamentalmente diferentes dos apresentados por ele”, argumentou, acrescentando que o terrorista não seria admitido no campus da universidade em hipótese alguma.

O matador realizou um atentado a bomba em Oslo, que fez oito vítimas, e depois abriu fogo contra 69 jovens que participavam de um acampamento do Partido Trabalhista em uma ilhota próxima à capital. Ele se autoproclamou defensor da Europa cristã contra a invasão de imigrantes muçulmanos. No julgamento, foi declarado mentalmente são e juridicamente responsável por seus atos. A sentença de 21 anos de prisão pode ser estendida indefinidamente se ele continuar sendo considerado uma ameaça para a sociedade.

Por meio de declarações reproduzidas por seus advogados, Breivik havia expressado o desejo de estudar ciências políticas e escrever livros. Geir Lippestad, um dos representantes do criminoso, chegou a dizer a uma emissora afiliada da CNN que o seu cliente tentou formar um partido político em sua cela, mas não obteve sucesso. “O projeto político dele não está acabado. Ele tem opiniões formadas de extrema direita e ainda está trabalhando para convencer os outros a aceitarem estas mesmas opiniões”.

Política – Breivik chegou a ser filiado ao Partido do Progresso, parte da aliança de direita que derrotou o primeiro-ministro trabalhista Jens Stoltenberg no início desta semana, nas primeiras eleições legislativas do país desde o massacre. A coalizão de centro-esquerda do premiê, liderada pelo Partido Trabalhista, estava no poder desde 2005.

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