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Na convenção democrata, Hollywood contra-ataca

Semana passada, republicanos foram ao delírio com ataques de Clint Eastwood a Obama. Agora é a vez de um exército de celebridades defender o presidente

Se os republicanos tiveram o ator, diretor e ícone do cinema americano Clint Eastwood protagonizando o momento mais inesquecível da convenção que confirmou Mitt Romney como o homem que vai tentar recuperar a Casa Branca para o partido nas eleições de novembro, os democratas preparam uma verdadeira ofensiva de celebridades em sua própria convenção, que começa nesta terça-feira, em Charlotte, na Carolina do Norte.

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Tradicionalmente democrata, Hollywood vai contra-atacar o já celebre discurso em que o eterno cowboy Eastwood conversa com a cadeira vazia de Barack Obama. Para isso, um exército de estrelas se colocou à disposição para defender o presidente, que busca a reeleição. Jeff Bridges, Eva Longoria, Kathleen Turner, Jessica Alba, Alex Baldwin, Patricia Arquette, Ashley Judd e – muito provavelmente – Brad Pitt e George Clooney estão escalados para usar seu prestígio e imagem a fim de capturar votos para Obama.

Os dois últimos não confirmaram presença, mas é bastante provável que ao menos um deles apareça. Seja como for, o desfile de celebridades já começou. Na tarde desta segunda-feira, um dia antes da abertura oficial – que terá discurso da primeira-dama Michelle Obama -, Bridges subiu no palco do festival de música que antecipa a convenção ao lado do irmão Beau e começou a esquentar o show: “Olá, democratas!”, gritou ao microfone para, em seguida, embalar canções country e até mesmo passos de uma dança da chuva, que tencionava afastar o tempo chuvoso de Charlotte.

A apresentação de Bridges, que interpretou um cantor de música country em Coração Louco (2009), não foi a única da festa. Com seu inseparável violão, James Taylor cantou velhos sucessos e, mais cedo, a revelação do R&B Janelle Monáe também colocou sua música à serviço dos democratas.

Repercussão – Apesar do grande número de celebridades, a convenção do partido de Obama dificilmente poderá repetir com elas a repercussão do discurso de Clint Eastwood, que bateu recordes de audiência nas redes sociais. Mas, para analistas políticos, isso tem um lado bom: evita que o atual ocupante da cadeira de presidente e candidato a permanecer nela por mais quatro anos seja ofuscado no momento em que deseja todos os holofotes para si.

Foi exatamente isso que ocorreu com Mitt Romney, cuja aparição na convenção republicana foi muito menos comentada do que a de Eastwood – a bem da verdade, o candidato ficou atrás até do vice, Paul Ryan, em matéria de atenção dos eleitores e da imprensa.