Clique e assine a partir de 9,90/mês

Na Colômbia, Papa pede à Igreja para ‘sair da zona de conforto’

Francisco quer que padres se renovem e se envolvam na promoção da paz e da 'reconciliação' de um país marcado por um passado violento

Por Da redação - Atualizado em 9 set 2017, 15h15 - Publicado em 9 set 2017, 15h14

Diante de 1 milhão de fiéis reunidos em Medellín, para a sua terceira missa em território colombiano, o Papa Francisco pediu neste sábado à Igreja Católica que se renove, deixe a zona de conforto e promova a reconciliação em países como a Colômbia, que tentam superar um conflito armado sangrento de cinco décadas, com forte protagonismo das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), que agora são um partido político e pediram perdão ao pontífice, em carta, pelos erros cometidos.

“Como Jesus ‘chacoalhava’ os doutores da lei para que saíssem da inércia, agora também a Igreja é ‘chacoalhada’ pelo Espírito para que deixe sua zona de conforto e seus apegos. A renovação não nos deve causar medo”, disse o pontífice durante a missa em Medellín, antiga capital do narcotráfico. “Na Colômbia, há várias situações que reclamam dos discípulos o estilo de vida de Jesus, principalmente o amor convertido em feitos de não violência, reconciliação e paz”, assinalou.

Francisco então pediu aos curas e padres que se envolvam, “embora, para alguns, isto pareça se sujar ou se manchar”. “A Igreja na Colômbia está convocada a se empenhar com mais ousadia na formação de discípulos missionários”, assinalou o Papa, de 80 anos.

Em sua visita à Colômbia, que termina neste domingo em Cartagena, Francisco insistiu em sua mensagem de paz e reconciliação, no momento em que o país está em vias de encerrar o último conflito armado das Américas, que deixou mais de 7 milhões de vítimas, entre mortos, desaparecidos e deslocados, em mais de meio século.

Papa Francisco chega para uma missa santa no Parque Simón Bolívar em Bogotá, na Colômbia
Papa Francisco chega para uma missa santa no Parque Simón Bolívar em Bogotá, na Colômbia Stefano Rellandrini/Reuters

(Com agência France-Presse)

Continua após a publicidade
Publicidade