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Mulher do terrorista de Orlando pode ser indiciada pela polícia

Noor Mateen disse que tentou persuadir o marido a desistir do ataque, mas a polícia pode acusá-la por não ter alertado as autoridades com antecedência sobre o que sabia

Por Da Redação 14 jun 2016, 16h07

Noor Mateen, esposa do autor do massacre em Orlando, pode ser acusada criminalmente, caso seja comprovado que ela sabia das intenções de seu marido e se calou, revelou a imprensa americana nesta terça-feira. Em declarações à televisão ABC News, um agente da polícia local afirmou que ela “poderia saber com antecedência sobre o incidente”, o que poderia incriminá-la, apesar de ter dito que tentou convencer Omar Mateen a desistir da ideia.

Segundo a rede NBC, Noor contou ao FBI que, em outro momento, já havia levado o marido de carro até a boate Pulse porque ele queria observar o local, onde acabou cometendo o atentado terrorista que matou 49 pessoas e deixou 53 feridas. Além disso, ela informou que estava junto com Omar quando comprou munição e um coldre, suporte usado para carregar a arma na cintura.

As autoridades ainda não tomaram qualquer decisão sobre a mulher, mas estão considerando acusá-la por não ter alertado a polícia sobre as intenções do marido, das quais ela aparentemente suspeitava. O casal estava junto desde 2013 e tinha um filho de 3 anos.

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Na segunda-feira, as autoridades informaram, à medida que surgiam detalhes do ataque, que autor do tiroteio em Orlando se inspirou no grupo extremista Estado Islâmico (EI), porém, não seguiu suas ordens. O diretor do FBI, James Comey, disse que não há “nenhuma indicação de que foi um ataque dirigido do exterior ou de que ele fazia parte de alguma rede”. Ainda assim, Comey afirmou que polícia está “altamente segura” de que Mateen se “radicalizou” através da internet, consumindo materiais jihadistas e propaganda do EI.

(Com EFE e AFP)

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