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Morte de deputada britânica coloca permanência na UE em vantagem nas pesquisas

Diferentes institutos de pesquisa apontam que a opção pró-União Europeia cresceu após o assassinato de Jo Cox por um nacionalista de extrema-direita

Por Da Redação - 20 jun 2016, 08h10

As primeiras pesquisas divulgadas após o assassinato da deputada trabalhista britânica Jo Cox pelo nacionalista de extrema-direita Thomas Mair mostram uma pequena vantagem da permanência do Reino Unido na União Europeia (UE). Faltando apenas três dias para a consulta popular, a mais recente sondagem do instituto Survation aponta a “permanência” com 45% das intenções de voto, contra 42% dos favoráveis à “saída”.

A última pesquisa do Survation, divulgada em 15 de junho, um dia antes do assassinato de Cox, mostrava um placar de 45% a 42% para os partidários do Brexit (neologismo formado pelas palavras Britain exit, ou saída britânica). Já um levantamento do Yougov publicado neste domingo dá 44% a 43% para a “permanência”, sendo que há três dias os pró-UE perdiam por 42% a 44%. Um terceiro instituto, o Opinium, diz que há um empate de 44% para cada lado.

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Até a morte de Cox, uma firme defensora da permanência do país na União Europeia, os partidários do rompimento com Bruxelas pareciam muito mais mobilizados para o referendo, principalmente por conseguir manter o tema da imigração no centro do debate, deixando de lado os riscos financeiros do Brexit.

No entanto, o crime que chocou o Reino Unido pode ter invertido o cenário, ainda mais depois das primeiras palavras de Mair à justiça: “Morte aos traidores, Grã-Bretanha livre!”. O assassino da deputada tem ligação com movimentos de extrema-direita e um histórico de doença mental. Ele foi formalmente acusado de homicídio doloso e posse ilegal de armas de fogo.

(Com ANSA)

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