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Ministros de três países visitam Malala em hospital britânico

O Paquistão assumiu os custos do tratamento da adolescente, que passa bem

Por Da Redação - 29 out 2012, 11h13

O ministro do Interior do Paquistão, Rehman Malik, e os titulares das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, William Hague, e dos Emirados Árabes Unidos, o xeque Abdullah Bin Zaye, visitaram nesta segunda-feira o hospital de Birmingham, onde está internada a jovem paquistanesa Malala Yousafzai, que foi ferida pelos talibãs no início de outubro.

Os três ministros se reuniram com o médico chefe do hospital Queen Elizabeth, David Rosser, e o pai da adolescente, Ziauddin Yousafzai. “Malala é um símbolo do valor e da determinação contras forças da ideologia extremista”, declarou Malik depois da visita. “O ataque contra ela também buscava ofuscar a verdadeira cara do Paquistão e desanimar os que lutam pelas liberdades humanas e a democratização de nossa sociedade”.

“Deixe-me tranquilizar nossos amigos estrangeiros de que estes atos de covardia não nos dissuadirão, e toda a nação paquistanesa apoia Malala e sua causa”, acrescentou, prometendo fazer todo o possível para “contra-atacar as forças obscurantistas e colocar o Paquistão no caminho da paz e da moderação”.

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O governo paquistanês assumiu os custos do tratamento de Malala, que continua melhorando, segundo o último boletim do hospital. Há alguns dias, ela conseguiu ficar de pé com a ajuda da equipe médica pela primeira vez desde o atentado. Também está se comunicando com algumas notas por escrito, segundo o médico encarregado de seu tratamento.

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“A rápida e plena recuperação de Malala é nossa absoluta prioridade”, declarou, por sua parte, William Hague. “Também estamos decididos a fazer tudo o que pudermos para promover a educação das mulheres e meninas no Paquistão”, acrescentou.

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Malala Yousafzai é a mais jovem defensora dos direitos das mulheres à educação. Ela é conhecida no exterior um blog no qual denuncia os atos de violência cometidos pelos talibãs no Vale de Swat, onde chegaram a tomar o poder entre 2007 a 2009. No ano passado, a adolescente recebeu o primeiro Prêmio Nacional da Paz criado pelo governo paquistanês e foi indicada ao prêmio internacional de Crianças para a Paz da fundação Kids Rights.

Malala foi ferida por tiros no dia 9 de outubro, em Mingora, a principal cidade do Vale de Swat (noroeste do Paquistão) quando voltava da escola. O Talibã reivindicou a autoria do atentado contra Malala.

(Com agência France-Presse)

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