Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Mídia estrangeira exalta música, mas critica discursos e gastos

Para o NYT, depois das Olimpíadas, o “Rio mudou, senão, renasceu”. O jornal, no entanto, se lembrou do excesso de gastos e da poluição da baía de Guanabara

Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro foram encerrados oficialmente na noite deste domingo e a imprensa estrangeira destacou a forte chuva que caiu no estádio Maracanã, que teve alguns assentos vazios, mas também ressaltou o aspecto colorido da festividade e, em especial, a música brasileira.

A maioria dos veículos se deslumbrou com o festival de cores e ritmos, sempre presente nas apresentações que remetiam à cultura nacional. Elogiaram também o apelo à preservação do meio ambiente, assunto abordado também na cerimônia de abertura dos Jogos, no dia 5 de agosto.

Para o The New York Times, depois das Olimpíadas, o “Rio mudou, senão, renasceu”. O texto do principal jornal americano, porém, destacou que “houve excesso de custos, áreas de luxo foram favorecidas em detrimento dos moradores de favelas e a promessa de limpar a baía de Guanabara ficou para trás”. Da parte boa do Jogos, o diário elenca “um porto revitalizado; uma nova linha de metrô; e uma onda de projetos municipais, grandes e pequenos, que estavam há tempo na lista de desejos dos planejadores da cidade”.

Leia também
Rio-2016 acaba em samba e alívio: deu certo
Saiba como foi a festa de encerramento

O site do jornal britânico The Telegraph citou na manchete o desfile dos porta-bandeiras dos países, destacando a presença da ginasta americana Simone Biles, a personificação de Carmem Miranda, interpretada pela cantora Roberta Sá, e as danças e músicas brasileiras. Criticou ainda os discursos do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, e do chefe do Comitê Olímpico do Brasil, Carlos Arthur Nuzman, classificando-os como “longos e enfadonhos”.

Já o The Guardian, também do Reino Unido, chamou a atenção para os assentos desocupados no Maracanã, mas também elogiou as cores vibrantes do Brasil. O jornal esportivo espanhol Marca fez um agradecimento ao Rio de Janeiro. Exaltou o protagonismo da cultura brasileira na cerimônia, citando a música como elemento crucial para a união entre os povos.

Por fim, o argentino Clarín também não esqueceu o “ritmo da música e alegria brasileira”. A publicação ainda tratou do forte vento e da chuva que não conseguiram abalar o clima de festa no último ato olímpico na capital fluminense. “O Brasil apelou à sua música para comover o mundo”, disse o jornal.

(Da redação, com agências)

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. A imprensa estrangeira deveria esperar uns seis meses antes de falar no “legado olímpico”. Depois que os confetes baixarem e o Maracanã retornar a sua rotina de jogos de futebol, teremos o mesmo Rio de Janeiro de sempre: violento e poluído. Carioca não vê isso por que, quando vai à praia, fica olhando em direção ao mar, para fora do Brasil.

    Curtir

  2. O show já terminou, vamos voltara realidade: saúde, educação e segurança acabaram. Funcionários do Estado acabou a grana!

    Curtir

  3. Aloisio Barros

    Não concordo com o Mack740 no que falou. Creio que o legado é pequeno mas ele ficou. O porto, a nova linha do metrô, do brt e principalmente a certeza que podemos sim fazer algo de bom por esse país. Basta querer. O Brasil estava mudando para melhor mas infelizmente fomos interrompidos por 3 governos desastrosos do PT que viviam de fantasia e a olimpíada é a prova maior disso.

    Curtir

  4. Roberto Primeiro

    A dúvida que me incomoda e a pergunta que não quer calar:
    -É necessário esperar ou promover uma Olimpíada para que um governo que se diz responsável realize melhorias para a população de sua cidade?
    -Com o dinheiro gasto em sua realização(R$38 bilhões segundo o economista especialista em eventos esportivos Jean-Pascal Gayant) não seria possível fazer muito mais melhorias há muito mais tempo atrás?
    -É necessário que uma cidade tenha visibilidade global, proporcionada por um evento planetário como a Copa ou as Olimpíadas, para que se realizem obras?
    SINCERAMENTE EU ACHO QUE NÃO. É APENAS UMA QUESTÃO DE BOA VONTADE!!!!

    Curtir

  5. André Felix

    O Brasil não se resume apenas ao Rio, ao norte ou nordeste. E no final justamente os que foram excluídos – São Paulo, boa parte do sudeste, o centro-oeste e todos os estados do sul é que vão pagar quase toda a conta desse evento dispendioso, inútil e cheio de fraudes, desvios, superfaturamentos, corrupção. O Rio então é lindo, o Brasil é só festa, alegria … mal consegue manter seus hospitais públicos, garantir saneamento básico. O Brasil tá é lascado.

    Curtir

  6. Como brasileiro estou P DA VIDA, com os gastos com as olimpíadas. Por outro lado, como carioca, foi a melhor coisa que aconteceu para o Rio de Janeiro. Destaque-se que o nosso Estado , mesmo sendo o segundo estado mais rico da país, estava atolado em um atraso de décadas, por sempre querer ser oposição ao governo federal. Ficou sim, um enorme legado para o povo carioca, como o linhas de metro, brt, revitalização de áreas como o porto, entre outras. Assim, ainda que de forma transversa , foi feita justiça com o nosso Estado , sendo reparado em parte os prejuízos que nos foram impingidos. Se o Governo Federal tomasse vergonha na cara e avocasse para sí, o que já é seu dever de controlar as fronteiras e evitasse a entrada de drogas e armas, o Rio de Janeiro seria um lugar lindo de se morar.

    Curtir