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‘Michelle, nunca te amei mais do que agora’, diz Obama

Em seu discurso da vitória, para simpatizantes em Chicago, o presidente não deixou de agradecer à mulher e filhas pelo carinho e apoio ao longo dos anos

Por Da Redação 7 nov 2012, 06h28

Na madrugada desta quarta-feira, Barack Obama foi reeleito presidente dos Estados Unidos, vencendo o republicano Mitt Romney após uma dura e acirrada campanha eleitoral, e garantindo mais quatro anos à frente da Casa Branca. Em seu discurso da vitória, para simpatizantes em Chicago, Obama não deixou de agradecer à sua mulher e filhas pelo carinho e apoio ao longo dos anos. “Michelle, nunca te amei mais do que agora”, disse, acompanhado da família, no início de sua fala. Sobre suas filhas, Sasha e Malia, afirmou: “Elas estão crescendo para se transformarem em duas mulheres fortes, inteligentes e bonitas, como sua mãe”.

A presença de Michelle se tornou “necessária” na corrida eleitoral americana – ela chegou a viajar 95 vezes nos últimos cinco meses. Dizia que seu marido “precisava de mais quatro anos no comando do país” e falava de seus valores e dificuldades da vida cotidiana. Sua popularidade ultrapassa em 13 pontos a de Barack Obama, com 69% de opiniões favoráveis, segundo uma pesquisa Washington Post-ABC realizada entre 4 e 7 de outubro. “Ela é a mulher mais popular do país, ícone da moda e uma advogada da boa nutrição, ao ponto de ser chamada de babá nacional”, disse o comentarista Howard Kurtz, da Newsweek, após seu discurso durante a Convenção Democrata.

No início, Michelle estava reticente em se instalar na Casa Branca, mas gradualmente abraçou a função de primeira-dama, até se tornar um dos principais esteios da persona política de Obama. Ela não passa desapercebida. Primeiro, literalmente, pelo porte: 1,80 metro de altura, quase tão alta quanto seu marido (1,85). Depois, pela personalidade e carisma: ela é calorosa, sorridente, afável. “Ela também sabe ser eficaz em sua função, no uso das palavras”, aponta Anita McBride, ex-secretária-geral de Laura Bush, mulher de George W. Bush, que leciona na American University de Washington.

Desde o início de 2010, a primeira-dama é campeã na luta contra a obesidade infantil com o seu movimento “Let’s Move”, multiplicando as aparições na TV, nas quais não hesita em brincar com bambolê. Para promover uma alimentação saudável no país do hambúrguer, criou uma horta orgânica na Casa Branca. Ela convida alunos para visitar seu jardim e oferece vegetais aos chefes de estado que por ali passam. Com Jill Biden, esposa do vice-presidente, ela dirige uma organização que ajuda as famílias de veteranos de guerra.

Como ela mesma diz, é sobretudo a “mãe-em-chefe” – em referência ao comandante-em-chefe das forças armadas. Michelle nasceu em Robinson no dia 17 de janeiro de 1964, bisneta de escravos. Foi também uma talentosa advogada que estudou em Princeton e Harvard antes de se casar, há 20 anos, com Barack Obama. Cobrada no início do mandato por se intrometer nos assuntos da Presidência, Michelle Obama é agora comparada com Jackie Kennedy.

(Com agência France-Presse)

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