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MH370: nova fase de buscas deve começar em setembro

Empresa vai mapear área de 60.000 quilômetros quadrados no Oceano Índico, diz CNN. Boeing 777 da Malaysia Airlines desapareceu em março

Por Da Redação 5 ago 2014, 14h19

Autoridades australianas devem anunciar nesta semana a próxima fase da busca pela aeronave da Malaysia Airlines que desapareceu no dia 8 de março, quando ia de Kuala Lumpur, na Malásia, para Pequim, na China. A ATSB, agência de segurança de transporte da Austrália, que lidera os trabalhos a pedido do governo malaio, deverá envolver uma única empresa privada na operação, que ficará responsável pela localização do Boeing 777-200 ER, pela identificação do material encontrado e pelo mapeamento dos destroços.

Segundo a rede americana CNN, a operação deve começar em setembro e se estender até o ano que vem. Veículos subaquáticos vão escanear cerca de 60.000 quilômetros quadrados no Oceano Índico ao longo de 300 dias. A nova etapa de buscas deve custar 56 milhões de dólares, mas ainda não está claro como este valor será pago.

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Cerca de 1.800 quilômetros da costa oeste da Austrália ainda são cobertos por dois navios, um chinês e outro contratado pela Austrália, que repassam informações às equipes de buscas. Uma embarcação da Malásia deverá unir-se aos esforços em agosto. A ATSB afirma que os dados coletados estão sendo convertidos em mapas topográficos detalhados que indicam profundidades na área de busca que vão de 1.500 metros a quase 5.000 metros.

Um oceanógrafo consultado pela CNN afirmou que os detalhes são cruciais para que as equipes tenham certeza de que as buscas estão sendo feitas de forma efetiva e segura. David Gallo, que esteve envolvido na procura pelo avião da Air France que ia do Rio de Janeiro a Paris quando se acidentou, em 2009, afirmou que há poucas ferramentas disponíveis para buscas em grandes profundidades. Segundo ele, em alguns pontos da área de busca, é possível encontrar até 7.000 metros de profundidade. O especialista acredita que, apesar das dificuldades, as equipes devem conseguir encontrar algum vestígio do avião que desapareceu com 239 pessoas a bordo.

Ainda há dúvidas, no entanto, sobre se o local é o correto. As buscas pelo MH370 seguem concentradas na região onde o Boeing teria trocado sinais com um satélite pela última vez. No final de junho, a ATSB anunciou que estava alterando a zona prioritária de buscas para vários quilômetros ao sul, com base na análise de dados de satélite e em uma revisão dos limites de desempenho da aeronave, incluindo velocidade e altitude.

A análise, divulgada pela ATSB em junho, concluiu que o avião voou no piloto automático por um longo período até ficar sem combustível e cair. Martin Dolan, comissário chefe da agência, informou que os dados de satélite continuarão a ser revistos durante a próxima fase de buscas. Ele acredita que ainda há chances de a área ser ampliada para além da zona de 60.000 quilômetros quadrados tida como prioritária.

Mesmo com a extensa área de buscas, ele afirma estar cautelosamente otimista de que o avião será encontrado. “Estamos fazendo isso, em grande parte, porque queremos dar alguma certeza aos que estão sofrendo com a perda de seus entes queridos, e estamos totalmente comprometidos em fazer isso”.

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