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Mercosul impedirá barcos das Malvinas em seus portos

Brasil, Paraguai e Uruguai acataram pedido da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e não aceitarão embarcações do território britânico

A soberania das Malvinas tem sido reclamada com insistência por Buenos Aires junto às Nações Unidas e a outros organismos internacionais.

Guerra das Malvinas, ocorrida em 1982, matou 904 soldados.

Brasil, Argentina e Uruguai decidiram nesta terça-feira, na Cúpula do Mercosul em Montevidéu, impedir a presença de barcos com bandeira das Ilhas Malvinas em seus portos, informou o presidente uruguaio, Jose Mujica.

“Chegamos a um acordo sobre a bandeira das Malvinas, no sentido de que esta não poderá tremular nos portos do Mercosul e, se isto acontecer, que não seja aceita em outro porto do Mercosul”, disse Mujica ao relatar os resultados do encontro.

“Quero agradecer a todos a imensa solidariedade para com as Malvinas, e saibam que, quando estão firmando algo sobre as Malvinas a favor da Argentina, também o estão fazendo em defesa própria”, destacou a presidente argentina, Cristina Kirchner, ao assumir a presidência do bloco regional.

Mujica já havia anunciado, há alguns dias, a decisão do Uruguai de impedir a entrada de barcos das Malvinas em seus portos.

A soberania das Ilhas Malvinas (Falklands para a Grã-Bretanha) – situadas a 400 milhas marítimas da costa da Argentina e ocupadas pelo Reino Unido em 1833 – tem sido reclamada com insistência por Buenos Aires junto às Nações Unidas e a outros organismos internacionais.

A Grã-Bretanha venceu a curta e sangrenta guerra nas Malvinas, em 1982, declarada após o regime militar argentino enviar tropas para invadir as ilhas em 2 de abril daquele. Em 14 de junho de 1982, as forças argentinas se renderam, após a morte de 649 soldados argentinos e 255 militares britânicos.

(com Agence France-Presse)