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Megaoperação buscará vítimas de tremor no litoral japonês

Três semanas depois do desastre, 24.000 soldados recolherão corpos no Japão

Por Da Redação - 1 abr 2011, 09h37

Enquanto prosseguem na luta contra sua pior crise desde a II Guerra Mundial, os japoneses pararam por um minuto nesta sexta para lembrar o momento do terremoto

Há exatamente três semanas, o nordeste do Japão era arrasado por um violento terremoto. E o impacto brutal dessa tragédia voltará a ser vivido nesta sexta-feira, com o começo de uma operação duríssima para as equipes de resgate. Mais de 24.000 soldados japoneses e americanos deverão explorar todas as regiões atingidas pelo tremor e pelo tsunami, com a missão de encontrar e recolher todos os corpos de vítimas. No total, a catástrofe deixou 28.000 mortos e desaparecidos.

O plano, quase uma operação de guerra, contará com buscas aéreas e marítimas na costa nordeste do Japão. A busca dos corpos envolve 120 aviões e helicópteros, além de 65 navios ao longo do devastado litoral. Serão três dias de trabalho, com uma só exceção: as buscas não deverão incluir o perímetro de 30 quilômetros ao redor da usina nuclear de Fukushima, onde o nível de radiação é perigoso. Quase mil corpos estão dentro da área de segurança e, por enquanto, ficarão ali.

De acordo com a agência de notícias Kyodo, as autoridades haviam previsto a retirada dos corpos fora do perímetro de 20 quilômetros, de onde foram resgatados os sobreviventes, mas repensaram o plano. Uma fonte oficial disse que os corpos foram submetidos a fortes níveis de radiação, o que convenceu a polícia a não retirar os corpos ainda. A questão é problemática e delicada. As autoridades querem entregar os corpos às famílias, mas não podem permitir risco de contaminação.

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Enquanto prosseguem na luta contra sua pior crise desde a II Guerra Mundial, os japoneses pararam por um minuto nesta sexta para lembrar o momento do terremoto. O primeiro-ministro Naoto Kan concedeu uma entrevista coletiva e afirmou que os japoneses não correm nenhum perigo de exposição a taxas perigosas de radioatividade, desde que sigam os conselhos das autoridades. Kan insistiu em dizer que não ampliará a zona de segurança ao redor da usina, como quer a ONU.

(Com agência France-Presse)

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